Pesquisadores italianos desenvolvem spray nasal que pode retardar a evolução do quadro de Alzheimer
Medicação, que até o momento somente foi testada em ratos, foi capaz de bloquear o declínio cognitivo e o dano cerebral durante a pesquisa

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Católica Policlinico Gemelli de Roma desenvolveu um spray nasal que pode ser um avanço significativo no combate ao Alzheimer. A medicação, que até o momento somente foi testada em ratos, foi capaz de bloquear o declínio cognitivo e o dano cerebral durante a pesquisa.
"Nossos dados demonstram que nos cérebros dos pacientes falecidos existem altos níveis de zDHHC7 e S-palmitoilação", reforçou uma das autoras do estudo, Francesca Natale.
O desenvolvimento desta doença se dá através de alterações em algumas proteínas, como a beta-amilóide, que se agrega e se acumula no cérebro. A formação de aglomerados tóxicos de beta-amilóide é favorecida por uma modificação bioquímica, a adição de uma gordura específica que se liga pelo zDHHC a várias moléculas por meio de uma reação chamada "S-palmitoilação".
Além disso, ao desligar as enzimas zDHHC em ratos com Alzheimer com um spray nasal à base de "2-bromopalmitato", os estudiosos interromperam a neurodegeneração e os sintomas típicos da doença, pois o spray reduziu o acúmulo de beta-amilóide e prolongou a vida dos animais.
"Até o momento, não existem medicamentos disponíveis capazes de bloquear seletivamente a enzima zDHHC7. Apesar do 2-bromopalmitato não ser suficiente para isso, iremos testar novas abordagens terapêuticas que possam ser facilmente transpostas para humanos", informou Grassi.
*Com informações da ANSA
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



