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Outubro Rosa: quando é hora de fazer mamografia? Mastologista explica

INCA projeta que Minas Gerais terá 8.430 novos casos de câncer de mama em 2026; estimativa é a maior entre os tipos de câncer que atingem as mulheres mineiras

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Momento ideal para fazer a mamografia varia conforme o risco individual da paciente • Imagem Ilustrativa | Freepik

Minas Gerais deve registrar 8.430 novos casos de câncer de mama em 2026, de acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A taxa bruta projetada é de 77,05 casos por 100 mil mulheres. A projeção é a maior entre os tipos de câncer que atingem as mulheres mineiras.

Neste mês, celebra-se a campanha Outubro Rosa, voltada à conscientização sobre o câncer de mama. A ocasião é marcada especialmente pela promoção da mamografia, exame usado para diagnosticar a doença de forma precoce.

Quando é hora de realizar a mamografia?

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda o mamografia anual para mulheres com idade entre 40 e 74 anos. No entanto, a orientação pode variar conforme o risco individual da paciente.

“A discussão sobre quando começar o rastreamento precisa considerar o risco individual da mulher, a evolução das evidências científicas e o objetivo principal do rastreamento, que é diagnosticar o câncer em uma fase em que as possibilidades de tratamento são maiores. Não existe uma decisão que possa ser dissociada do contexto clínico e da realidade de cada paciente", afirma o médico mastologista Henrique Lima Couto.

Mulheres com histórico familiar de câncer de mama, alterações genéticas ou antecedentes pessoais devem ficar atentas. Além disso, mulheres que apresentam sintomas ou alterações suspeitas não devem seguir as mesmas regras aplicadas ao rastreamento daquelas que não apresentam sintomas. Nesses casos, é necessário investigar a alteração, independentemente da idade.

“Mais importante do que simplesmente ampliar o número de mamografias, é garantir que a mulher tenha acesso ao exame adequado, no momento adequado, com qualidade na aquisição e na interpretação da imagem e, principalmente, que uma eventual alteração seja investigada sem demora”, acrescenta Henrique Couto.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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