Distribuidoras de remédios recebem multas milionárias por preços abusivos
Cmed aplicou R$ 13,5 milhões em multas e empresas que ultrapassaram preços estipulados pelo órgão

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) multou quatro distribuidoras de itens farmacêuticos em mais de R$ 13,5 milhões. As empresas são acusadas de vender produtos por preços superiores aos limites máximos estabelecidos pelo órgão.
Segundo a Cmed, ofertar remédios por valores que excedem os preços máximo de venda ao governo (PMVG) e de Fábrica (PF) configura uma infração. As multas foram aplicadas em fevereiro deste ano, mas as decisões só se tornaram públicas neste mês.
Uma das empresas multadas é a Imediata Distribuidora de Produtos para a Saúde, de Teresina, no Piauí. A instituição, classificada como de pequeno porte, foi penalizada por oferecer medicamentos com valores acima do teto à Secretaria Estadual de Saúde do Ceará. A multa aplicada é de R$ 3,22 milhões.
Também receberam multas por práticas semelhantes a Fabmed Distribuidora Hospitalar (R$ 2,93 milhões), a Panorama Comércio de Produtos Médicos e Farmacêuticos (R$ 3,82 milhões) e a Realmed Distribuidora (R$ 3,54 milhões). Em outros processos similares, a Imediata e a Realmed receberam, cada uma, uma segunda multa de, respectivamente, R$ 116,14 mil e R$ 71,36 mil.
A Cmed é operada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e deve estimular a competitividade e controlar os preços dos remédios. O órgão define o percentual de reajuste de preços de medicamentos, além da tabela de Preços Máximos de Venda ao Governo (PMVG).
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



