Cefaleia em salvas x enxaqueca: entenda as diferenças, sintomas e como tratar dores de cabeça
Especialistas explicam por que dores de cabeça podem ser tão diferentes e alerta para diagnóstico correto e tratamento contínuo

Uma dor de cabeça pode parecer comum, mas nem sempre é. Algumas crises são tão intensas que mudam completamente a rotina de quem sofre com elas. Um exemplo é a cefaleia em salvas, considerada uma das dores mais fortes que o ser humano pode sentir. Já a enxaqueca, mais conhecida, também pode ser incapacitante e atingir milhões de pessoas.
De acordo com uma reportagem exibida pelo Fantástico, as cefaleias afetam cerca de 15% da população mundial. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com essas condições, segundo dados da Associação Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca.
Dor intensa, sinais diferentes
Especialistas ouvidos pelo programa da TV Globo explicam que a cefaleia em salvas tem características bastante específicas. A dor costuma surgir de forma repentina, extremamente forte, concentrada ao redor de um dos olhos e sempre de um lado da cabeça. Além disso, pode vir acompanhada de sintomas como lacrimejamento, olho vermelho, inchaço na região, pálpebra caída e nariz entupido ou escorrendo.
As crises geralmente duram de 15 minutos a 3 horas e podem ocorrer várias vezes ao dia. Durante esse período, a pessoa costuma ficar inquieta, agitada, sem conseguir parar.
Já a enxaqueca apresenta um comportamento diferente. Apesar de também causar dor intensa, o paciente tende a buscar repouso, preferindo ambientes escuros e silenciosos até a crise passar.
Por que as duas condições confundem
Mesmo com diferenças evidentes, muita gente ainda confunde as duas condições. Isso pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado.
Ainda segundo especialistas ouvidos na reportagem, a principal distinção está no padrão da dor e no comportamento durante a crise. Enquanto a cefaleia em salvas é mais curta, extremamente intensa e acompanhada de sintomas físicos evidentes no rosto, a enxaqueca costuma durar mais tempo e provocar maior sensibilidade à luz e ao som.
Impacto na qualidade de vida
Ambas as doenças têm impacto direto na qualidade de vida. A enxaqueca, por exemplo, é uma condição neurológica crônica que pode afetar produtividade, bem-estar emocional e até relações pessoais.
Já a cefaleia em salvas, apesar de mais rara, é descrita como tão intensa que pode levar ao desespero durante as crises, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico.
Tratamento vai além de remédios
O controle dessas dores não depende apenas de medicamentos. Especialistas destacam que hábitos do dia a dia fazem diferença. Dormir bem, manter horários regulares, evitar pular refeições, reduzir o consumo excessivo de café e praticar atividades físicas podem ajudar a diminuir a frequência e a intensidade das crises.
Ainda assim, não existe cura definitiva. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Dores de cabeça frequentes ou muito intensas não devem ser ignoradas. Buscar avaliação médica é essencial para identificar corretamente o tipo de cefaleia e iniciar o tratamento adequado.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



