Belo Horizonte
Itatiaia

Câncer de testículo: urologista explica como identificar e tratamento

Chance de cura para o câncer de testículo é de 95% quando o diagnóstico é precoce

Por
Cropped image of old man sitting on bed in medical office
Câncer de testículo atinge principalmente homens de 15 a 35 anos • Freepik

Neste mês, celebra-se o Abril Lilás, período dedicado à conscientização do câncer de testículo. A doença é comum entre homens de 15 a 35 anos e tem altas taxas de cura quando detectada precocemente.

O médico urologista Guilherme Canabrava, em participação no programa Acir Antão desta terça-feira (14), explica que o principal indicativo da doença é um nódulo no testículo. "Recomendamos que o homem faça o autoexame do testículo pelo menos uma vez por mês ou a cada dois meses para perceber o próprio corpo. Ao identificar qualquer carocinho, deve-se procurar um urologista", afirma.

O profissional diz que a doença não tem relação com o câncer de próstata, mas com fatores de risco isolados. "Estão associados à criptorquidia (quando o testículo não desce para a bolsa escrotal na infância), histórico familiar ou síndromes genéticas. Nem todo nódulo é câncer. Pode ser hidrocele (líquido), inflamação ou caxumba, mas qualquer nódulo deve ser investigado."

Esse nódulo não costuma causar dor, sangramento, perda de peso ou prostração, por isso, é importante realizar o autoexame. O caroço apresenta crescimento lento e pode medir de um a três centímetros.

Além disso, quando diagnosticado precocemente, “o tratamento tem mais de 95% de chance de cura, muitas vezes sem precisar de quimioterapia", disse o médico. Não há formas de prevenção, mas é importante que os meninos comecem a se consultar com um urologista desde os 10 anos.

O médico explica como é o tratamento. “Em fases iniciais, a conduta costuma ser cirúrgica, com alta taxa de cura; em casos metastáticos, o prognóstico é mais reservado e exige tratamentos mais extensos, como quimioterapia”.

Ele também detalha se o protocolo pode afetar a fertilidade do paciente. "O padrão-ouro é a retirada do testículo acometido (orquiectomia total). Se o outro testículo estiver saudável, o impacto na fertilidade e na produção hormonal é quase imperceptível. Em casos de testículo único, pode-se recorrer ao congelamento de esperma e à reposição de testosterona".

Assista o vídeo

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.