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Ao contrário da tendência mundial, Brasil tem queda no consumo de bebidas doces por crianças e adolescentes 

Levantamento global revela que o Brasil está na contramão dessa tendência, mas a população ainda toma esses produtos mais do que o recomendado

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Estudo procura entender a ligação entre consumo de refrigerante e doenças no fígado
Estudo procura entender a ligação entre consumo de refrigerante e doenças no fígado • Freepik

Diferentemente da tendência mundial, que cada vez mais aumenta o consumo de bebidas açucaradas, no Brasil cada vez menos pessoas as consomem. Os dados são de um levantamento publicado em agosto no British Medical Journal que avaliou hábitos de crianças e adolescentes entre 3 e 19 anos em 185 países, comparando números de 1990 a 2018.

Para chegar aos resultados, os autores usaram o Global Dietary Database, um banco que compila dados de diversas nações. A partir deles, fizeram estimativas das tendências nas últimas três décadas sobre o consumo de sucos prontos, energéticos, bebidas esportivas, refrigerantes, entre outros. Eles excluíram da análise sucos 100% naturais e bebidas adoçadas sem calorias.

A investigação revela que a média do consumo semanal mundial é de 3,6 porções dessas bebidas, variando de 1,3 na região do Sudeste Asiático a 9,1 na América Latina. Cerca de 30% dos países — o que representa 10% dos jovens — consomem mais de sete porções por semana.

O Brasil passou de 8,1 porções semanais para 5,1 em 2018. Ainda assim, estamos acima do recomendado, já que essas bebidas deveriam ser exceção na rotina alimentar. O estudo também mostra que a ingestão foi maior entre os mais velhos, aqueles que moram em áreas urbanas e os filhos de pais com maior nível educacional.

E os prejuízos não se aplicam só à saúde — a natureza também sofre. “Quanto mais desembalamos, mais lixo produzimos e prejudicamos o meio ambiente. O bom e velho ‘desembale menos e descasque mais’ ainda é o melhor caminho”, afirma Teixeira.

Como escolher a melhor bebida?

Ler e entender o rótulo é essencial para saber se um produto é de boa qualidade. Confira algumas dicas da nutricionista Fabiana Teixeira para a hora de escolher a bebida:

  • Se for tomar suco, prefira o natural;
  • Procure não adoçar os sucos naturais;
  • Estimule o uso de frutas, principalmente as da época, pois estão mais gostosas e baratas. Mantê-las congeladas pode facilitar o preparo de sucos no dia a dia;
  • Inclua a criança e o adolescente em todo o processo, desde a escolha dos produtos até o momento de fazer o suco, levando à feira e estimulando a compra de produtores locais, por exemplo;
  • Evite ao máximo consumir refrigerantes e sucos industrializados. Sucos de caixinha devem ser opção quando não há alternativa;
  • Evite bebidas com mais de três ingredientes, principalmente aquelas com nomes que não são comuns;
  • Não escolha aquelas em que o açúcar seja o primeiro ingrediente listado;
  • Evite as que trazem a palavra “néctar” na embalagem;
  • Se a criança ou o adolescente não tiver restrições alimentares, não escolha sucos adoçados com adoçantes ou de linha light/zero. Geralmente, eles têm mais aditivos e sódio;
  • Sempre que puder, prefira ingerir a fruta inteira. Ela fornece outros nutrientes que costumam ser perdidos nos sucos, como as fibras. 

*Com informações da Agência Einstein

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