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Pickleball: o esporte social que cresce no Brasil

Modalidade acessível mistura lazer e atividade física

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Pickleball: o esporte social que cresce no Brasil • Ia

O jogo começa leve, mas não é por acaso

A cena se repete em clubes, condomínios e academias: quadra menor que a de tênis, raquetes sólidas, jogo rápido e, principalmente, conversa entre os pontos. O pickleball cresce no Brasil sem a pressão de performance que acompanha outros esportes. Ele entra como atividade física, mas permanece como ambiente social.

Pickleball: o esporte social que cresce no Brasil • IA
Pickleball: o esporte social que cresce no Brasil • IA

Não é um esporte novo. Criado nos Estados Unidos nos anos 1960, o pickleball ganhou força nas últimas décadas, especialmente entre públicos que buscavam algo mais acessível que o tênis e menos técnico que outras modalidades de raquete. O crescimento recente fez com que o esporte se tornasse um dos que mais avançam em número de praticantes no cenário norte-americano, segundo a USA Pickleball.

Como o esporte chegou ao Brasil

No Brasil, o pickleball ainda está em fase de expansão, mas já aparece com consistência em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. A entrada aconteceu principalmente por meio de clubes e academias que adaptaram quadras existentes, especialmente de tênis e beach tennis.

A criação da Confederação Brasileira de Pickleball marca um passo importante na organização da modalidade no país, com iniciativas voltadas à divulgação e formação de novos praticantes.

O que faz o pickleball crescer tão rápido

O crescimento não está ligado apenas ao esporte em si, mas ao contexto em que ele se encaixa. O pickleball exige menos deslocamento, menos força e tem regras simples, o que reduz a barreira de entrada.

Na prática, isso significa:

• qualquer pessoa consegue jogar sem experiência prévia
• o aprendizado acontece rápido
• o ritmo permite interação constante
• o jogo não exige alto preparo físico inicial

Esse conjunto cria um ambiente mais inclusivo, onde a experiência social passa a ter o mesmo peso da atividade física.

Quem está jogando

Diferente de outras modalidades que começam com um público jovem e competitivo, o pickleball cresce de forma mais ampla. Ele atrai desde pessoas que nunca tiveram contato com esportes até praticantes mais experientes que buscam algo menos intenso.

Em muitos casos, o esporte aparece como alternativa para quem deixou atividades de maior impacto, mas não quer parar de se movimentar. Também ganha espaço entre grupos que buscam atividade coletiva, sem a rigidez de treinos formais.

Onde o esporte está aparecendo

O avanço no Brasil acontece de forma orgânica. Em vez de grandes arenas ou eventos, o pickleball cresce em espaços já existentes. Clubes adaptam quadras, condomínios incorporam o esporte como opção de lazer e academias começam a incluir a modalidade na grade.

Essa facilidade de implementação acelera a expansão, porque não exige grandes investimentos estruturais.

Mais social do que competitivo

O ponto central do pickleball não é a performance. É o ambiente. O jogo permite pausas, conversa e interação, algo que muitas modalidades acabaram perdendo ao longo do tempo.

Isso não elimina o aspecto competitivo, que existe e tende a crescer. Mas não é ele que impulsiona a modalidade neste momento.

O que move o pickleball no Brasil é outra coisa: a combinação entre atividade física leve, aprendizado rápido e convivência.

E é justamente essa mistura que explica por que ele cresce sem fazer barulho, mas com consistência.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.