Zema sobre Lula: ‘inadmissível que continue comparando conflitos com o Holocausto’
Governador de Minas criticou fala do presidente da República a respeito de ofensiva militar de Israel em Gaza

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou, neste sábado (24), a comparação entre a ofensiva militar israelense e o Holocausto nazista, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na rede social “X”, anteriormente chamada de Twitter, Zema afirmou que traçar paralelos do tipo é “inadmissível”.
“Discursos políticos que pregam a divisão precisam acabar. É inadmissível que o presidente continue comparando conflitos com o Holocausto apenas pra agradar partidários. Ele ofende e desrespeita milhões de judeus e Israel. O caminho para ajudar na solução de disputas é o diálogo”, disse.
A polêmica começou no domingo (17), durante entrevista coletiva de Lula em Adis Abeba, capital da Etiópia.
“O que o governo de Israel está fazendo contra o povo palestino não é guerra. É genocídio, porque está matando mulheres e crianças. Não tentem interpretar a entrevista que eu dei na Etiópia, leiam a entrevista, em vez de ficarem me julgando pelo que disse o primeiro-ministro de Israel. O que está acontecendo em Israel é um genocídio. São milhares de crianças mortas, milhares desaparecidas, e não está morrendo soldado, estão morrendo mulheres e crianças dentro dos hospitais. Se isso não é genocídio, eu não sei o que é genocídio”, afirmou.
Autoridades israelenses criticaram Lula pela fala. O ministro das Relações Exteriores do país, Israel Katz, declarou o petista "persona non grata" em solo israelense até que haja uma retratação.
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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.



