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Zema diz que doação de R$ 1 milhão de pai de Vorcaro ao Novo foi por 'acreditar no projeto'

O candidato à presidência defende que doação de Henrique Vorcaro ao partido Novo está dentro da legalidade e desafia a investigar favorecimentos

PorBrasília
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema
Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) • reprodução

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que não houve favorecimento ou vantagem em razão da doação de R$ 1 milhão feita pelo pai do empresário Daniel Vorcaro ao partido Novo nas eleições de 2022. Naquele ano, Zema foi reeleito governador de Minas Gerais.

Em entrevista à CNN, nesta segunda-feira (27), o ex-governador afirmou que a doação não foi direcionada a ele e que o valor foi usado de acordo com a legislação eleitoral.

Zema também desafiou que sejam investigadas eventuais vantagens concedidas à família Vorcaro durante a eleição ou em sua gestão. Segundo ele, o valor foi destinado ao partido por pessoas que acreditavam no projeto político da legenda.

"Essa doação, como inúmeras outras, foi feita para um partido novo de Minas Gerais, por pessoas que acreditam em um projeto diferente, que já fez toda a mudança no estado, que só tem parlamentares ficha limpa e que nunca recebeu nenhuma doação em troca de fazer qualquer favorecimento ou ter qualquer vantagem", afirmou.

Ainda segundo o candidato, ele só tomou conhecimento da doação após começar a criticar contratos milionários envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os contratos citados por Zema envolvem um acordo de R$ 129 milhões firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o Banco Master para prestação de serviços de consultoria jurídica e regulatória. O outro contrato, no valor de R$ 35 milhões, também foi mencionado pelo ex-governador e supostamente envolve o ministro Kassio Nunes Marques.

A declaração de Zema segue a mesma linha das críticas feitas pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), que também questionou contratos envolvendo familiares de integrantes da Corte.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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