Zema contradiz Simões e aposta em privatização da Cemig nos próximos anos
Ex-governador Romeu Zema diz que privatização da estatal mineira continuará nos planos do governo de Mateus Simões

O ex-governador Romeu Zema (Novo) afirmou que o governador Mateus Simões (PSD) deve manter o plano de privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em um eventual segundo mandato à frente do Palácio Tiradentes.
A fala de Zema aconteceu na manhã desta segunda-feira (15), no evento Rumos do Brasil, organizado pela Revista Veja.
“Eu diria que o único grande projeto que não levamos adiante em Minas, mas que o próximo governador, Mateus Simões, vai levar, é a privatização da companhia de energia, que é a Cemig”, disse o ex-governador.
A fala contradiz uma declaração do governador Mateus Simões, que afirmou no mês passado, ao dar posse para o novo presidente da estatal mineira, que a privatização da Cemig não estará em seus planos.
“A intenção nunca foi vender a Cemig para obter algum tipo de dinheiro. Aliás, já há algum tempo o governador Zema falava, não há necessidade de vender a participação, a gente só precisa modernizar a administração da companhia”, disse Simões.
“Neste momento o mais importante é a gente concluir a venda da Copasa e a Cemig avançar na qualidade da prestação de serviço para o cliente final. Nossa intenção com a Cemig é diferente da Copasa, cujo dinheiro é muito importante para a gente cumprir as obrigações do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), fazer os investimentos de infraestrutura e segurança que são obrigatórios. Com a Cemig a intenção nunca foi vender para obter algum tipo de dinheiro”, declarou Simões no início de maio.
Exemplo da gestão em MG
O ex-governador foi perguntado sobre as dificuldades financeiras previstas para o governo federal e o congelamento do orçamento federal graças às emendas parlamentares.
“Em Minas assumi um estado em que a realidade não era muito diferente. Meu partido, o Novo, tinha só 3 parlamentares em uma Assembleia com 77 deputados. Um estado arruinado financeiramente. Nós tivemos de ser criativos na região. Fizemos um cardápio com todas as obras estruturantes de Minas, recuperação de estradas, reforma de escolas, conclusão de hospitais e chamamos cada parlamentar: ‘Deputados, se você colocar suas emendas nesses projetos, para cada milhão que você colocar, nós vamos colocar dois’. Tivemos uma adesão surpreendente”, disse Zema.
“Com a melhora da nossa avaliação, a adesão (dos deputados) melhorou. Deu trabalho, assumi o compromisso de estar com os parlamentares em campo, na cidade ou na região dele. Conseguimos. Tanto é que agora está aí, na B3, a privatização da Copasa, nossa empresa de saneamento básico. Eu diria que o único grande projeto que não levamos adiante em Minas, mas que o próximo governador, Mateus Simões, vai levar, é a privatização da companhia de energia, que é a Cemig”, continuou Zema.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

