Itatiaia

Votações de projetos que aumentam alíquotas da contribuição do Ipsemg e do IPSM são adiadas na CCJ da ALMG

Projetos elaborados pelo governador Romeu Zema é criticado por representantes de servidores na Assembleia de Minas

Por
CCJ da Assembleia aprovou projeto de reforma administrativa enviada por Zema
Votação de projetos do governador Romeu Zema não avançaram na ALMG • Sarah Torres/ALMG

Previstos para começarem a ser discutidos na manhã desta quarta-feira (15) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, os projetos que alteram as regras do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) e dos Servidores Militares (IPSM) ficaram para a próxima semana.

Sem quórum, a comissão não chegou a ser aberta nesta quarta-feira (15) e os projetos da pauta não foram discutidos e votados. As duas medidas foram encaminhadas para a ALMG pelo governador Romeu Zema (Novo).

O presidente da CCJ, deputado Arnaldo Silva (União Brasil), afirmou que os textos passam por um processo de amadurecimento normal no Poder Legislativo e devem ser incluídos na pauta da próxima semana.

“Hoje não teve quórum, mas não houve nenhum problema. Estamos deliberando. Não é uma questão de ausência da base ou alguma insatisfação, mas um processo de amadurecimento normal no Legislativo”, afirmou Arnaldo Silva.

As propostas enfrentam resistência dos servidores civis e militares do Estado já que aumentam a alíquota de contribuição para o sistema previdenciário.

Na terça-feira (14), integrantes das forças de segurança protestaram em frente ao prédio do Legislativo mineiro para pressionarem contra a aprovação da proposta.

O Projeto de Lei (PL) 2.238/24 altera as regras atuais de contribuição dos servidores ao Ipsemg. Conforme o texto, a contribuição mensal dos servidores ativos e inativos (aposentados e pensionistas) permanece com a alíquota de 3,2%, no entanto, haverá reajuste no piso e teto das contribuições. O patamar mínimo passa dos atuais R$ 33,02 para R$ 60, enquanto o teto, de R$ 275,15 para R$ 500.

O Ipsemg garante direito a assistência médica, hospitalar, farmacêutica e odontológica aos beneficiários na rede credenciada ao Instituto.

Já o Projeto de Lei 2.239/24 institui para o servidor militar, seja da ativa ou não a alíquota de 3% e, para o Estado, de 1,5%, para o custeio da assistência à saúde por meio do IPSM.

A proposição ainda mantém, para o custeio das aposentadorias e pensões, a contribuição de 10,5%, já descontada atualmente da folha de pagamentos e questionada pelos militares, que contribuíam com 8% antes de alterações na legislação federal.

Por

Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

Belo Horizonte