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Viana diz ver resistência no STF ao avanço das investigações sobre o Master

Senador afirma que integrantes da Corte recorrem a instrumentos processuais para evitar apuração e cobra reação do Senado

PorBrasília
Senador Carlos Viana (PSD) durante entrevista coletiva
Senador Carlos Viana (PSD) durante entrevista coletiva • Carlos Moura/Agência Senado

O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou nesta quarta-feira (23) que há ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que não querem que as investigações sobre o Banco Master avancem.

A declaração foi dada após uma reunião com a ministra Cármen Lúcia, no Supremo, e em meio às críticas do parlamentar à condução das apurações relacionadas à instituição financeira e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Nós sabemos que há um grupo de ministros que não querem que essa investigação do Master prossiga, estão usando de todos os artifícios para a blindagem, inclusive, do ministro Alexandre de Moraes. É a minha opinião”, falou Viana.

O senador sustentou que decisões tomadas no âmbito do STF estariam dificultando o avanço das apurações.

Viana também criticou uma decisão do ministro Cristiano Zanin relacionada à tentativa de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o Banco Master. Apesar de reconhecer que a decisão pode ter fundamentação jurídica, o senador atribuiu a ela também um componente político.

Eu lamento a decisão do ministro Zanin, ainda que juridicamente ela possa estar embasada, mas é também uma decisão política”, afirmou.

“Já ficou provado que aqui na Corte os ministros não vão conseguir uma relação para investigar um dos próprios colegas. Mas, para isso, a Constituição nos deu essa autoridade de investigar com independência um ministro”, disse.

Cobrança ao STF

As declarações ocorreram depois de Viana se reunir com Cármen Lúcia para defender a retomada do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado.

Segundo Viana, Cármen Lúcia afirmou durante o encontro que analisa a questão sob o ponto de vista constitucional e ponderou que o funcionamento do Conselho envolve matéria interna do Senado.

“Nós esperamos com sinceridade que a ministra Cármen Lúcia nos dê uma decisão favorável de reabertura do Conselho de Ética”, afirmou.

Viana defende que o colegiado investigue senadores eventualmente citados em fatos relacionados ao Banco Master. Ele também sustenta que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enfrenta um conflito de interesses e deveria ser alvo de apuração.

Na avaliação do parlamentar, caso o Conselho de Ética seja instalado, o colegiado poderia inclusive analisar um eventual afastamento de Alcolumbre da presidência do Senado.

“Ou o Davi Alcolumbre cumpre o que está na Constituição ou ele não tem mais condições de permanecer na presidência da Casa do Congresso Nacional”, declarou.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.

 

 

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