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TSE rebate Flávio Bolsonaro e nega retirada de fiscais do PL durante apuração

Justiça Eleitoral afirma que representantes do partido tiveram acesso às áreas autorizadas e diz que há registros e imagens que comprovam a presença no tribunal

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TSE rebate Flávio Bolsonaro e nega retirada de fiscais do PL durante apuração
TSE rebate Flávio Bolsonaro e nega retirada de fiscais do PL durante apuração • PABLO PORCIUNCULA / AFP

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta segunda-feira (26) que é falsa a alegação do candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), de que fiscais do Partido Liberal foram retirados da chamada sala-cofre da Corte durante a apuração dos votos do segundo turno.

Em nota oficial, a Justiça Eleitoral esclareceu que a sala-cofre não é um ambiente aberto à visitação. Segundo o tribunal, fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e integrantes do Ministério Público acompanham a totalização dos votos em espaços específicos destinados ao acompanhamento da apuração.

De acordo com o TSE, dois fiscais do Partido Liberal estiveram no tribunal durante todo o processo eleitoral. Eles acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, a totalização e a divulgação dos resultados na Sala de Totalização e também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar: "Afirmar que fiscais foram retirados da sala-cofre não corresponde à realidade. Há registro de presença nos locais visitados, além de imagens da Sala de Totalização que comprovam o livre acesso dos fiscais às unidades autorizadas do Tribunal", informou a Corte.

Alegações de Flávio

Após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, proclamar o resultado da eleição que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhecia o resultado do pleito e anunciou que pretende pedir a anulação da eleição.

O candidato atribuiu a decisão à atuação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação por duas horas do horário de votação em municípios afetados por problemas no dia da eleição.

Segundo Flávio, a medida teria provocado uma quebra da isonomia entre os eleitores. "É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram", declarou.

O candidato afirmou ainda que sua campanha já acionou a equipe jurídica e voltou a criticar a decisão do ministro do STF, alegando que as regras eleitorais teriam sido alteradas durante o processo de votação.

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). O petista recebeu 51,79% dos votos válidos e derrotou Flávio Bolsonaro, encerrando uma disputa marcada por forte polarização política.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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