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Trocas de partidos alteram tamanho de bancadas no Senado; PSD ganha 4 cadeiras e é a maior legenda da Casa

PSD do presidente Rodrigo Pacheco conseguiu quatro novas filiações e é, agora, a maior bancada do Senado, com 15 nomes

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PSD terá a maior bancada do Senado em 2023
PSD terá a maior bancada do Senado em 2023 • Jonas Pereira/Agência Senado

Desde as eleições de outubro de 2022, oito dos 81 senadores que exercerão seus mandatos nos próximos quatro anos trocaram de partido. Os mais beneficiados pelo troca-troca de cadeiras no Senado foram o PSD, que ganhou quatro cadeiras, e o PSB, que levou outras três. O Republicanos ganhou uma vaga.

O partido do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reeleito para um segundo mandato de dois anos, superou o PL - partido do ex-presidente Jair Bolsonaro - e se consolidou como a maior bancada no Senado: 15 senadores. Ou seja, um quinto das cadeiras será ocupada por m integrante da legenda de Pacheco.

Com as quatro novas filiações, o PSD ultrapassou por duas cadeiras o Partido Liberal - que reúne nomes como Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, e que foi ministro do Desenvolvimento Regional durante o mandato de Bolsonaro, e Jorge Seif, de Santa Catarina, secretário da Pesca durante o governo do ex-presidente. O PL se mantém como a segunda maior bancada, com 13 nomes.

O PSB, que não tinha nenhum representante no Senado, conseguiu quatro novas filiações, incluindo os senadores Jorge Kajuru, de Goiás, que deixou o Podemos, e Chico Rodrigues, de Roraima, que se desfiliou do União Brasil.

Eleito senador por Minas Gerais em outubro passado - superando o hoje ministro Alexandre Silveira (PSD) e o ex-deputado federal Marcelo Aro (PP) - Cleitinho Azevedo é um dos oito parlamentares que trocaram de legenda. Eleito pelo PSC, o ex-deputado estadual se filiou ao Republicanos em dezembro passado.

Troca-troca: veja quem mudou de partido no Senado

  • Cleitinho Azevedo (MG): deixou o PSC e foi para o Republicanos

  • Dr. Samuel Araújo (RO): deixou o PL e foi para o PSD

  • Zenaide Maia (RN): deixou o PROS e foi para o PSD

  • Eliziane Gama (MA): deixou o Cidadania e foi para o PSD

  • Mara Gabrilli (SP): deixou o PSDB e foi para o PSD

  • Flávio Arns (PR): deixou o Podemos e foi para o PSB

  • Chico Rodrigues (RR): deixou o União Brasil e foi para o PSB

  • Jorge Kajuru (GO): deixou o Podemos e foi para o PSB

Confira como fica a bancada do Senado em 2023

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.