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TRE do Pará cassa prefeito e vice por compra de votos e marca nova eleição para outubro

Até a eleição de novos prefeito e vice, o presidente da Câmara de Muaná assume o Executivo interinamente

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A decisão afeta também o ex-prefeito do município, Éder Magalhães, conhecido como Biri Magalhães.
A decisão afeta também o ex-prefeito do município, Éder Magalhães, conhecido como Biri Magalhães.  • Augusto Miranda | Agência Pará.

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) determinou que os eleitores do município de Muaná, no arquipélago de Marajó, deverão retornar às urnas no dia 5 de outubro de 2025 para a realização de uma eleição suplementar.

A Corte Eleitoral aprovou, na última quinta-feira (17), por unanimidade, a resolução que fixa a data e estabelece as instruções para o pleito.

Embora não estejam inelegíveis, o ex-prefeito e o ex-vice-prefeito não podem permanecer nos respectivos cargos.

A decisão também afeta o ex-prefeito de Muaná, Éder Magalhães, conhecido como Biri Magalhães (PSC), acusado de ser o principal articulador das irregularidades.

Em outubro de 2024, um vídeo obtido pelo Ministério Público (MP), mostra Biri entregando dinheiro a um casal na comunidade de Ponta Negra, na zona rural de Muaná, supostamente em troca de apoio político à chapa de Birizinho e Gilmar Nunes. O casal foi identificado e confirmou a abordagem em depoimento.

Até que os novos prefeito e vice-prefeito sejam eleitos, o presidente da Câmara Municipal, vereador Bruno do Salmista (PSD), ficará à frente da chefia do município de forma temporária.

Como funciona a eleição suplementar?

A votação ocorrerá nos mesmos moldes do pleito regular, das 8h às 17h.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.