Subnotificação de população cigana preocupa Ministério dos Direitos Humanos, diz Macaé
Os últimos dados do IBGE apontam que entre 800 mil e um milhão de pessoas se identificam como parte dos povos Romani — os ciganos

Em agenda em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (16), a ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo (PT), elencou a subnotificação da população cigana no Brasil como uma das barreiras para a efetivação de políticas públicas para os diferentes grupos étnicos. “Nós não temos uma contagem dessa população no país. O que tínhamos era uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que captava (dados) com os municípios que têm áreas para acampamentos, com as tendas. Só que hoje, nem toda a população cigana vive nesses locais. Muitos têm residências alugadas, então a gente precisa ter esse mapa”, disse.
Os últimos dados do IBGE apontam que entre 800 mil e um milhão de pessoas se identificam como parte dos povos Romani — os ciganos. Segundo Evaristo, esta população ainda enfrenta problema de acesso, especialmente, à moradia, justiça, saúde e educação especializada. “Sem indicadores, não tem como fazer políticas públicas”, disse a ministra para a comunidade cigana de Ibirité, no bairro Parque Durval de Barros.
Comunidade Cigana de Ibirité
Itamar Pena Soares, presidente da Agência Nacional de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais do Povo Cigano, disse que a visita da ministra e também de autoridades do Ministério Público Federal (MPF) ao território marca o fim de uma luta história e o início de uma nova. “Eles [poder público] têm a obrigação de difundir a cultura do povo cigano, uma cultura milenar, trazer para a humanidade, e não deixar tão esquecido do jeito que estava antes”, afirmou à Itatiaia.
A ideia é que as ações sejam implementadas até 2027.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.







