STF aceita denúncia contra 10 dos 12 integrantes do 'núcleo 3' da tentativa de golpe
Segundo a Procuradoria-Geral da República, grupo atuaria no planejamento de ações táticas para a execução do golpe

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (20) aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra mais 10 pessoas pela suposta tentativa de golpe de Estado. Com isso, os denunciados se tornaram réus e passarão a responder a um processo judicial na Corte.
Chamado de “Núcleo 3”, o grupo é formado por 11 oficiais do Exército e um policial federal que, segundo a PGR, atuariam no planejamento de ações táticas para a execução do golpe, em articulação com outras alas da suposta organização criminosa. São eles:
- Bernardo Correa Netto, coronel preso na operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal;
- Cleverson Ney, coronel da reserva e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
- Estevam Theophilo, general da reserva e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
- Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército e supostamente envolvido com carta de teor golpista;
- Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército e integrante do grupo “kids pretos”;
- Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel do Exército;
- Nilton Diniz Rodrigues, general do Exército;
- Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel e integrante do grupo “kids pretos”;
- Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército e integrante do grupo “kids pretos”;
- Ronald Ferreira de Araújo Junior, tenente-coronel do Exército acusado de participar de discussões sobre minuta golpista;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel;
- Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal.
Os outros 10 denunciados se tornaram réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado.
Essa é a primeira vez que oficiais de alta patente das Forças Armadas responderão criminalmente por participação em uma tentativa de ruptura institucional no país.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



