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Sessão da Câmara de Lafaiete termina em boletim de ocorrência após fala de pastor

Na tribuna, o pastor identificado como Juliander Dias Barbosa fez ataques à Lei Maria da Penha, instituída em 2006 para prevenir, punir e erradicar a violência doméstica e familiar contra a mulher.

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Reprodução / Redes Sociais.

Uma sessão da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, localizado na região Central de Minas Gerais, terminou em caso de polícia, com o registro de boletim de ocorrência contra um pastor identificado como Juliander Dias Barbosa.

A Polícia Militar (PMMG) foi acionada por um grupo de vereadoras após o líder religioso utilizar a tribuna da Casa para proferir críticas e ataques à Lei Maria da Penha, o que foi interpretado pelas parlamentares como ameaça.

O pastor, convidado para discursar na Câmara, classificou a legislação criada para prevenir, punir e erradicar a violência doméstica e familiar contra a mulher como "ultrapassada".

No discurso, ele insinuou que a Lei Maria da Penha prejudicaria o que chamou de "família tradicional", ao beneficiar acusações falsas contra homens "inocentes". "A lei não é justa, é uma balança que está pesando só para um lado", disse.

Em determinado momento, o pastor ironizou um projeto de lei aprovado na Câmara de Conselheiro Lafaiete que prevê a criação de um "botão do pânico" para proteger mulheres em situação de violência doméstica no município. O texto, de autoria da vereadora Damires Rinarlly (PV), aguarda sanção do Executivo.

Juliander insinuou que os vereadores homens da Casa aprovaram a proposta e que, "amanhã ou depois", a "perseguição" seria contra os próprios parlamentares. Ele sugeriu a criação de um "botão do terror" para que homens possam denunciar quando forem vítimas de agressões praticadas por mulheres.

"Leis são só a favor de mulheres, do lado de mulheres. Vocês, homens, não têm lei nenhuma, direito nenhum", disparou.

As declarações provocaram a revolta das quatro únicas vereadoras de Conselheiro Lafaiete — Damires Rinarlly, Gina Costa (Mobiliza), Cida Toledo (PRD) e Simone do Carmo (PSD) —, que acionaram a Polícia Militar.

Segundo relato das parlamentares, o pastor deixou o prédio da Câmara antes da chegada da guarnição.

A Itatiaia não localizou Juliander Barbosa. O espaço segue aberto para manifestação.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.