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Servidores protestam contra Zema e Simões em cerimônia de troca no Governo

Funcionários públicos foram até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais para cobrar a recomposição das perdas inflacionárias enquanto Simões tomava posse como governador do estado após a desincompatibilização de Romeu Zema

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Servidores protestam por recomposição salarial durante cerimônia de posse de Mateus Simões
Servidores protestam por recomposição salarial durante cerimônia de posse de Mateus Simões • Bernardo Estillac/ Itatiaia

Servidores públicos de Minas Gerais protestaram contra o governo do lado de fora da Assembleia Legislativa (ALMG) na manhã deste domingo (22) enquanto, dentro do Palácio da Inconfidência, Mateus Simões (PSD) assinava o termo de posse como governador titular do estado

 

Em frente à Casa, dezenas de servidores levaram cartazes com críticas a Simões e a Romeu Zema (Novo), que transmitiu o cargo oficialmente neste domingo. A maior parte dos funcionários pertencia a sindicatos da área da saúde, educação e do meio ambiente.

 

A reivindicação conjunta das categorias é por uma recomposição salarial que atenda às perdas com a inflação em anos em que não houve um reajuste nos vencimentos. A educação, por exemplo, pede 41,8% de correção. O percentual é similar ao demandado por funcionários de outras pastas como as forças de segurança pública.

Servidores na porta da ALMG em dia da cerimônia de posse de Mateus Simões (PSD) • Bernardo Estillac/ Itatiaia
Servidores na porta da ALMG em dia da cerimônia de posse de Mateus Simões (PSD) • Bernardo Estillac/ Itatiaia

 

 

 

No início deste mês, como uma das últimas ações de Zema no cargo, o Governo de Minas anunciou o envio de um projeto de lei (PL) à Assembleia propondo uma recomposição salarial de 5,4% ao funcionalismo público do estado.

 

O protesto de servidores no desfecho do mandato de Zema e no início da trajetória de Simões como titular do cargo mantém a tônica do período em que a dupla esteve no Executivo. Desde o primeiro mandato do governador do partido Novo, embora tenha regularizado a data dos pagamentos, o Executivo e o funcionalismo vivem em pé de guerra com a exigência da recomposição inflacionária sobre os salários como carro-chefe das reclamações.

 

Zema deixou o posto neste domingo para se concentrar em sua pré-campanha pela Presidência da República. Já Simões assume o posto de governador com a eleição para tentar ser reconduzido ao cargo no horizonte.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.