Servidores pedem reajuste quase 8 vezes maior que o proposto por Zema
O governo Zema, em nota oficial, justificou que a recomposição anunciada deve beneficiar cerca de 373 mil servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta do Estado

O reajuste de 5,4% aos servidores do estado, proposto pelo governador Romeu Zema (Novo), não agradou o funcionalismo público de Minas Gerais. Em audiência pública na Assembleia Legislativa (ALMG), nesta terça-feira (17), trabalhadores da educação reivindicaram uma recomposição de 41,83%, valor quase oito vezes maior do que o apresentado pelo Executivo.
A categoria, representada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas (Sind-UTE/MG), argumenta que o valor sugerido corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2026.
Desde que assumiu o governo, em 2019, o Zema propôs apenas três reajustes aos servidores — contando com este último, apresentado neste ano. O governador formalizou o projeto de lei que viabiliza o aumento apenas 11 dias antes de deixar o cargo para se dedicar à campanha eleitoral para a Presidência da República.
Já no Legislativo, a proposta corre contra o tempo para ser aprovada pelos deputados estaduais e sancionada pelo próprio governador até o dia 3 de abril. Isso porque, em ano eleitoral, reajustes com ganho real só podem ser concedidos até 180 dias antes do pleito.
Em audiência, os servidores, especialmente os da educação, consideraram que o reajuste, indicado pelo governo como “máximo”, não é suficiente e “nem faz diferença” significativa nos salários.
O governo Zema, em nota oficial, justificou que a recomposição anunciada deve beneficiar cerca de 373 mil servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta do Estado, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026.
A Itatiaia procurou o Executivo para comentar os valores sugeridos pelos sindicalistas, mas não obteve retorno.



