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Saiba quem são os dois militares que ficaram fora do processo por tentativa de golpe

STF rejeitou a denúncia da PGR contra o coronel da reserva do Exército Cleverson Ney e o general Nilton Diniz Rodrigues

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Tropa do Exército • Divulgação/ Exército Brasileiro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (20) tornar réus 10 dos 12 integrantes do chamado “Núcleo 3” da suposta tentativa de golpe de Estado.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo, formado por 11 oficiais do Exército e um policial federal, atuaria no planejamento de ações táticas para a execução do golpe, em articulação com outras alas da suposta organização criminosa.

Entretanto, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, considerou que não havia provas contra dois denunciados: o coronel da reserva Cleverson Ney, ex-oficial do Comando de Operações Terrestres, e o general Nilton Diniz Rodrigues. Assim, o magistrado rejeitou a acusação da PGR.

O que disseram os advogados

Ao Supremo, a defesa de Cleverson Ney rebateu as informações da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudantes de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de que o coronel estaria envolvido em plano de golpe de Estado.

Segundo o advogado Luiz Mário Guerra, após a análise de celulares, nada foi encontrado sobre a anuência ou apoio de Ney à suposta trama golpista, mas apenas que ele teria tomado conhecimento do assunto.

Já o advogado Cleber Lopes de Oliveira, responsável pela defesa do general Nilton Rodrigues, destacou que o militar esteve em missão no exterior entre agosto de 2020 e novembro de 2022, período em que teriam se dado as articulações para a ruptura institucional, conforme a acusação.

O defensor lembrou ainda que Rodrigues foi promovido a general no atual governo e mencionou que a denúncia só cita o militar em duas ocasiões, sem especificar quais ações ele teria feito.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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