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Tarcísio promete 'cartão vermelho' ao PT em ato de apoio do Republicanos a Flávio Bolsonaro

Governador reeleito de São Paulo afirmou que o "barco está afundando" para o outro lado e disse que o time do partido agora é de Flávio, em evento na sede da legenda, em Brasília

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Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro
Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro • Caiuá Maia / Divulgação Campanha

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (7) que uma vitória de Flávio Bolsonaro vai "aposentar o PT definitivamente". A declaração foi feita durante o ato em que o Republicanos formalizou apoio à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno, na sede da legenda, em Brasília.

Ao discursar, Tarcísio atacou o governo federal e prometeu empenho na campanha do senador. "O projeto da turma que está aí é um projeto de poder, apenas isso. O governo do Flávio vai cuidar das pesso [...] O PT dessa vez se aposenta definitivamente. A única coisa vermelha que vamos ter nessas eleições é o cartão vermelho que essa turma vai levar", declarou. Ele encerrou a fala com um recado ao candidato: "A gente tem o compromisso de entregar um país melhor e vamos fazer isso em respeito ao seu pai que começou."

O Republicanos se soma a PP, União Brasil e Novo, que já haviam declarado apoio ao senador. No primeiro turno, Flávio ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,50% dos votos válidos contra 44,61%.

A decisão representa uma mudança de posição: em convenção nacional, em 4 de agosto, o Republicanos havia anunciado neutralidade na disputa presidencial e rejeitado uma coligação com Flávio. A convenção também autorizou a executiva nacional a rever essa posição em um eventual segundo turno.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que a unidade com o Republicanos não é baseada em interesses, mas pela luta contra “o caminho das trevas”. O candidato ainda falou sobre segurança das mulheres e destacou que pretende levar para todos os estados o monitoramento com câmeras que Tarcísio adorou em São Paulo.

“Nós vamos investir em tecnologia e inovação, o povo vai voltar a andar na rua sem ter medo. Quem vai ter medo de andar na rua é vagabundo”, disse Flávio. O parlamentar também lamentou casos de violência contra a mulher que são filmados e compartilhados nas redes sociais: “Além de se revoltar com isso, nós temos que trabalhar para libertar essas mulheres”.

Tarcísio abriu sua fala já tratando o senador como presidente e cutucou o adversário. "Hoje eu posso falar 'presidente Flávio Bolsonaro', a outra turma lá sabe que o barco está afundando", disse. Ele lembrou o período em que trabalhou com Jair Bolsonaro: "Eu tive o privilégio de trabalhar com seu pai, Flávio. O que é impressionante é a forma como ele conduziu a nação, ele pegou uma série de crises e entregou o Brasil crescendo, com superávit, levou água para o nordeste, levou técnicos para os ministérios. Quem eu era? Um desconhecido, um técnico."

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) focou no eleitorado feminino. "Esse é um partido que entende muito das mulheres. Eu quero dizer, em nome de todas as mulheres do Republicanos que nós vamos fazer história com você. Vamos sair pelo Brasil em movimentos de mulheres para levar seu nome por aí, o senhor vai ser o presidente mais cor de rosa do Brasil", disse.

O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou que o primeiro turno já definiu o cenário da disputa. "O primeiro turno passou, o povo falou, e agora o povo brasileiro tem uma escolha clara", declarou. Ele disse ainda que mantém "respeito pelas autoridades locais, como na Paraíba e em Pernambuco", e justificou a decisão do partido: "Não posso falar em nome de cada eleitor, mas não posso negar os fatos, onde o Republicanos mais cresceu o povo também votou em Flávio e apontou para a mudança."

A ressalva de Pereira se refere a dois estados do Nordeste em que o partido tem lideranças próximas a Lula. Em Pernambuco, o presidente estadual da sigla, o ex-ministro Silvio Costa Filho, afirmou que o diretório manteria apoio ao petista independentemente da posição da direção nacional. Na Paraíba, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), buscava se aproximar de Lula para tentar eleger o pai, Nabor Wanderley, ao Senado. Em agosto, Pereira havia dito que um apoio formal a Flávio poderia dividir o partido e prejudicar candidatos ao Congresso, principalmente no Nordeste.

Além de Flávio Bolsonaro, estavam presentes o presidente da legenda, Marcos Pereira, e autoridades como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, a senadora do Distrito Federal (DF), Damares Alves, e o ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

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Jornalista pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e pós-graduanda em política e relações internacionais na FAAP, atua na cobertura de Congresso Nacional e Judiciário na Itatiaia em Brasília. Ilustradora, também faz reportagens especiais de jornalismo em quadrinhos. Com passagens por CNN Brasil, SBT News, SBT Brasil e Correio Braziliense.

 

 

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