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PSD pretende filiar 30 novos prefeitos em encontro do partido nesta segunda-feira (15)

Partido foi o que mais elegeu prefeituras em 2024 e pretende ser peça chave para a disputa pelo governo de MG em 2026

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Secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab, fez ressalvas sobre aprovação da reforma tributária
Secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab, fez ressalvas sobre aprovação da reforma tributária • José Cruz/Agência Brasil

O PSD, partido que elegeu mais prefeitos em Minas Gerais na eleição de 2024, deve ficar ainda mais robusto a partir desta segunda-feira (15), com a filiação de 30 novos chefes de Executivo municipal se filiando à sigla.

O encontro estadual do PSD, marcado para às 18h30 em um hotel da região Centro-Sul de BH, deve reunir várias lideranças da sigla, entre elas o presidente nacional Gilberto Kassab, atual secretário do governo Tarcísio de Freitas, em São Paulo, além de deputados que também pretendem se filiar.

No ano passado, o PSD elegeu prefeitos em 142 cidades e se tornou o partido com o maior número de prefeituras em Minas. Com a novas filiações, o partido terá o comando de 170 cidades.

Entre as cidades onde o PSD venceu está Belo Horizonte, com Fuad Noman, mas com a morte do prefeito no início deste ano, a gestão da capital mineira passou para Álvaro Damião, do União Brasil.

Olho em 2026

O PSD é considerado por vários candidatos ao governo de Minas peça chave para a eleição do próximo ano. O senador Rodrigo Pacheco é a principal liderança do partido no Estado e mantém contato próximo com muitos prefeitos. No entanto, Pacheco ainda não definiu se vai disputar o Palácio Tiradentes em 2026.

A aproximação de Pacheco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem dividiu palanque durante as últimas visitas em Minas Gerais, é vista com receio por parte de alguns deputados e prefeitos do PSD. Apesar de comandar três ministérios no governo Lula, o partido se considera do campo da centro-direita e teria dificuldade em uma aliança eleitoral com a esquerda.

A sigla vem negociando a filiação do vice-governador Mateus Simões (Novo), que vai assumir a vaga de Zema em março do próximo ano e tentar a reeleição. Simões considera o PSD um partido mais robusto, o que garantiria maior tempo de televisão e recursos para a campanha. A decisão, no entanto, pode passar pela definição de Pacheco.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.