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Propag: Falta de clareza sobre valor da Codemig e Codemge gera embate entre deputados na ALMG

Discussões aconteceram durante uma audiência pública da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa

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Discussão aconteceu na Comissão de Constituição e Justiça da ALMG
Discussão aconteceu na Comissão de Administração Pública da ALMG • Bruno Favarini / Itatiaia

Em uma audiência pública da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a falta de clareza sobre o valor das empresas Codemig e Codemge gerou divergência entre os deputados estaduais.

O encontro reuniu os secretários de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Gomes, de Planejamento e Gestão, Sílvia Listgarten, e a diretora-presidente das duas companhias, Luisa Barreto, e teve como pano de fundo o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), do governo federal.

Apesar do foco na adesão ao programa, a audiência foi marcada por questionamentos em torno da valoração da Codemig e da Codemge, empresas que têm papel estratégico no processo, especialmente como ativos que podem ajudar a garantir recursos.

Os deputados Professor Cleiton (PV) e Cássio Soares (PSD) protagonizaram um embate sobre a transparência dos números. Cleiton defendeu a divulgação de uma estimativa feita pelo banco Goldman Sachs. Cássio, por outro lado, ponderou que apenas um levantamento oficial pode apresentar uma valoração real e segura das companhias.

Luisa Barreto, diretora-presidente da Codemig e da Codemge, confirmou que os valores exatos ainda não estão definidos. Segundo ela, o estudo citado por Professor Cleiton foi feito em 2023, portanto está desatualizado e tratava de cenários hipotéticos.

“O valuation inclui diversos ativos e passivos e, sem a análise do BNDES, não é possível cravar um valor. O ativo muda com o tempo, e essas estimativas não refletem a realidade atual das empresas”, afirmou.

Criado para auxiliar estados endividados a renegociarem suas dívidas com a União, o Propag exige uma série de contrapartidas.

Entre elas, está a amortização de parte da dívida com a União – em Minas, 20% do total, condição considerada praticamente inegociável, segundo o secretário Luiz Cláudio.

Ele ressaltou que o prazo para adesão termina em dezembro e que "uma opção que não seja a amortização de 20% é praticamente inviável", diante do calendário apertado.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.