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Câmara 'devolve' servidores cedidos pela PBH

Ato gerou um novo capítulo de animosidade entre a Casa e a prefeitura logo no início da manhã desta quarta

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Interlocutores da Câmara e da PBH pontuaram possível retaliação em ato
Interlocutores da Câmara e da PBH pontuaram possível retaliação em ato • Divulgação

A Câmara de BH "devolveu", nesta quarta-feira (26), uma série de servidores da prefeitura que estavam cedidos para atuar em gabinetes de vereadores. Ao todo, 28 funcionários concursados do Executivos que estavam liberados para atuar no Legislativo, por meio de convênio, tiveram suas nomeações na Casa revogadas.

À coluna, interlocutores da prefeitura pontuaram que os servidores "devolvidos" eram de gabinetes de vereadores que não integram o grupo de apoio do presidente da Casa, Gabriel Azevedo (sem partido) - e, com isso, leram o ato como uma retaliação.

Por outro lado, na Câmara, comenta-se que a cessão dos funcionários privilegiaria parlamentares escolhidos por articuladores do Executivo em detrimento a outros. Nessa avaliação, a prefeitura teria utilizado a cessão como "moeda de troca" para agradar membros da base. Alguns vereadores teriam, inclusive, solicitado servidores da prefeitura para o gabinete, mas a cessão não havia sido autorizada. A prefeitura nega que isso aconteça.

O ato gerou um novo capítulo de animosidade entre a Câmara e a prefeitura logo no início da manhã desta quarta.

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Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. É colunista da Rádio Itatiaia. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.