Presidente da Copasa comemora privatização e ressalta que processo foi feito com ‘cautela’
Ela afirma ainda que a chegada do Grupo Equatorial, que será agora a investidora referência da companhia, demonstra o trabalho conduzido pela estatal nos últimos seis meses

A presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Marília Carvalho de Melo, afirmou, em entrevista exclusiva à Itatiaia na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, que o processo de desestatização da empresa, que foi concluído nesta terça-feira (16), foi tratado pelo governo do estado com “muita cautela”, mas que o resultado será a garantia da universalização do serviço nas cidades em que a companhia atua.
“É bom a gente lembrar que foi um processo de desestatização com cronograma muito desafiador. Havia uma vinculação ao Propag, inclusive. Mas foi tratado com muita cautela e muito cuidado, considerando os pilares estruturantes dessa oferta. O primeiro é a garantia da universalização no estado de Minas Gerais, naqueles municípios em que a Copasa está presente. Trabalhamos uma modelagem que nos desse condições de atrair investimentos e investidores que garantissem esse nosso objetivo”, explica.
Ela afirma ainda que a chegada do Grupo Equatorial, que será agora a investidora referência da companhia, demonstra o trabalho conduzido pela estatal nos últimos seis meses. “ A chegada do equatorial demonstra isso, mas também a construção do book no mercado. Foi um book que surpreendeu em termos de atratividade, é muito relevante”, pontua.
A partir de agora, a estatal mineira terá como investidora referência (principal acionista), o Grupo Equatorial, que fez uma proposta de R$ 49,03 por ação da empresa, o que totaliza R$ 5,59 bilhões pela totalidade das ações da chamada alocação prioritária. O fim do processo acontece após a oferta subsequente de ações (“follow-on”), que registrou forte demanda entre investidores, movimentando um total de R$ 8,3 bilhões.
O CEO do Grupo Equatorial, Augusto Miranda da Paz, prometeu acelerar o processo de universalização do saneamento em Minas. “É com senso de responsabilidade e grande satisfação que marcamos hoje a entrada da Equatorial como investidora de referência na Copasa. Nós temos um enorme prazer em iniciar essa trajetória em Minas Gerais, estado de grande relevância econômica, social e cultural do Brasil”, afirmou Augusto.
“Para a Equatorial esse é um passo muito importante em uma jornada de mais de 20 anos. Construída com disciplina, capacidade de execução e visão de longo prazo. Somos uma empresa jovem, temos 22 anos, mas nos orgulhamos de contribuir no desenvolvimento do Brasil. Chegamos em MG com muito respeito à trajetória da Copasa e o que ela representa para os mineiros”, continuou o CEO do Grupo Equatorial.
O governo mineiro tinha 50% da Copasa e agora passa a deter 5%, além de ter o poder de veto (golden share) em decisões.
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