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Prefeitura de BH sanciona lei que cria programa de escolta para vereadores ameaçados

O pedido de proteção precisa ser formalizado pelo vereador por meio de um boletim de ocorrência, acompanhado de outros elementos que comprovem as ameaças

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Cláudio Rabelo/CMBH.

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), sancionou nesta sexta-feira (17) uma lei que cria o Programa Municipal de Proteção e Escolta a Parlamentares Ameaçados. A norma, oriunda do Legislativo, prevê medidas de segurança para vereadores em situações de risco à integridade física relacionadas ao exercício do mandato.

A nova legislação foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM).

De acordo com a proposta, assinada pelo vereador Sargento Jalyson (PL), devem ser estabelecidas diretrizes como resposta rápida a ameaças, cooperação entre a Câmara Municipal (CMBH), o Executivo e os órgãos de segurança pública, além da criação de protocolos para registro e acompanhamento dos casos.

O pedido de proteção precisa ser formalizado pelo vereador por meio de um boletim de ocorrência, acompanhado de outros elementos que comprovem as ameaças.

A Mesa Diretora da Câmara ficaria responsável por analisar a solicitação e acionar os órgãos competentes para a implementação de medidas que podem incluir escolta e vigilância.

Vereadora alvo de ameaças

Em fevereiro deste ano, a vereadora Juhlia Santos (PSOL) foi alvo de ofensas racistas, transfóbicas e homofóbicas por meio de seu e-mail institucional.

Além da parlamentar, o criminoso também estendeu as ameaças aos familiares de Juhlia, condicionando a segurança da vereadora à renúncia do mandato.

A vereadora procurou a presidência da Casa, que solicitou a escolta.

O crime está sendo investigado pela Polícia Civil (PCMG).

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.