Prefeito de Mariana comenta decisão no Reino Unido: 'Seguimos em busca de Justiça'
Juliano Duarte (PSB) recordou pressão pela assinatura do acordo feito no Brasil e comemorou decisão britânica que considera mineradora culpada pelo rompimento da barragem de Fundão

O prefeito de Mariana, Juliano Duarte (PSB), comemorou a decisão da justiça do Reino Unido que reconheceu a responsabilidade da BHP, uma das acionistas da Samarco, como responsável pela tragédia do rompimento da Barragem do Fundão, em 2015.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), o chefe do Executivo do município onde ocorreu o maior desastre ambiental da história brasileira recordou sua decisão do início deste ano quando optou por não aceitar o acordo nacional de reparação e manter a ação perpetrada no Reino Unido.
A gente sofreu muita pressão para assinar (o acordo brasileiro), mas não assinamos. Seguimos em busca de Justiça
Nos cálculos do Pogust Goodhead, escritório que representa a ação movida em Londres, a indenização pode chegar a R$ 260 bilhões. A definição dos valores será feita na próxima fase do julgamento na Justiça britânica.
A barragem de Fundão, operada pela Samarco com gestão da Vale e da BHP, rompeu-se em 5 de novembro de 2015 e causou a morte de 19 pessoas. O rejeito da mineração destruiu o distrito de Bento Rodrigues, atingiu o Rio Doce e impactou 2,5 milhões de pessoas em 49 cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Em nota, a BHP anunciou que recorrerá da decisão da Justiça britânica e afirma que se mantém empenhada na implementação do acordo feito no Brasil em outubro do ano passado.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.




