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PGR nega depoimento oficial de Daniel Vorcaro, mas confirma negociações sem sucesso com a defesa

Órgão esclareceu que as propostas foram apresentadas por advogados do ex-controlador do Banco Master e que as tentativas de colaboração premiada foram rejeitadas até o momento; reportagem da Veja diz que tem documentos e áudios sobre a colaboração

Por, Brasília
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou, nesta sexta-feira (9), que Daniel Vorcaro tenha prestado depoimento oral ao órgão. A Procuradoria informou que houve negociações para um acordo de colaboração premiada com os advogados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas não avançou.
O esclarecimento ocorre após reportagem da revista Veja divulgar supostas informações atribuídas ao empresário sobre pagamentos em troca de negócios envolvendo fundos previdenciários no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em nota, a PGR explicou que as negociações ocorreram exclusivamente por intermédio dos advogados de defesa do investigado. O órgão reforçou que não houve contato direto entre Vorcaro e integrantes da Procuradoria e que as tentativas formais foram todas negadas.

“Todas as propostas formalizadas pela defesa foram recebidas na forma como livremente elaboradas por ela, sem juízo nem recusas prévias. Não houve depoimento oral de Vorcaro, justamente por conta da rejeição da proposta, cujos motivos foram expostos à defesa”, afirmou a nota.

A manifestação não detalha o conteúdo das informações apresentadas pelos advogados nem esclarece os motivos que levaram à recusa do acordo. A Procuradoria afirma que respeita o sigilo previsto em lei para procedimentos de colaboração premiada.

Procurada, a defesa de Daniel Vorcaro ainda não se manifestou sobre o assunto. O espaço permanece aberto.

Propostas superficiais e sem novidades

As negociações para um acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro começaram em março de 2026, após a segunda prisão do ex-banqueiro, investigado por suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, que era controlado por ele. Na ocasião, a defesa sondou a Polícia Federal (PF) e a PGR sobre a possibilidade dessa colaboração.

A primeira proposta foi entregue no início de maio, mas acabou rejeitada pela PF no dia 20 daquele mês. Segundo interlocutores do entorno de Vorcaro, ouvidos pela Rádio Itatiaia, o material foi considerado superficial. Dois pontos foram determinantes para a recusa: a ausência de fatos inéditos capazes de contribuir efetivamente para as investigações e a falta de compromisso concreto com a devolução dos recursos supostamente desviados.

A avaliação era de que parte das informações apresentadas já havia sido descoberta pela PF, inclusive por meio da análise de aparelhos celulares apreendidos.

Entenda o caso

A manifestação ocorre após a revista Veja publicar uma reportagem sobre supostas revelações de Vorcaro durante as tratativas de uma delação premiada. Segundo a publicação, o ex-banqueiro teria relatado pagamentos a um filme sobre Lula em troca de interesses comerciais envolvendo fundos de previdência.

As informações divulgadas pela revista ainda não foram comprovadas. O texto, da matéria informa que a revista teve acesso a documentos e áudios da suposta colaboração.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

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