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Partidos progressistas entregam carta na COP 30 e pedem protagonismo dos povos da Amazônia

Documento critica privatizações, aponta falhas do “capitalismo verde” e pede justiça ambiental com inclusão de indígenas, quilombolas e ribeirinhos

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva
O presidente nacional do PT, Edinho Silva • Anderson Barbosa/PT Nacional

Os partidos progressistas brasileiros apresentaram, durante a COP 30 em Belém, uma carta política que cobra justiça ambiental, condena privatizações e defende o protagonismo de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e agricultores familiares nas decisões sobre clima. O documento, assinado por PT, PCdoB, PV, PDT, PSB e Rede, também critica o chamado “capitalismo verde” e reivindica ações concretas para uma transição ecológica justa.

Amazônia no centro da agenda internacional

O texto afirma que sediar a COP 30 em Belém representa “um ponto de virada histórico” para o Brasil, destacando que o país recuperou credibilidade internacional ao reduzir o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa nos últimos anos. Segundo os partidos, esse avanço só foi possível graças ao fortalecimento de órgãos de fiscalização ambiental, ao combate a crimes na Amazônia e à proteção de territórios indígenas.

A carta reforça que povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, agricultores familiares e comunidades periféricas urbanas devem ser reconhecidos como protagonistas centrais na proteção da sociobiodiversidade. Para eles, não haverá justiça climática sem inclusão desses grupos nas políticas públicas e na definição das prioridades ambientais do país.

Ausência de Donald Trump e críticas ao isolamento norte-americano

A carta também traz um recado, onde os partidos lamentam a ausência do presidente dos EUA, Donald Trump, na conferência o que, segundo eles, simboliza uma postura “imperialista” e contrária à cooperação internacional necessária para enfrentar a emergência climática. Sem citar diretamente tensões diplomáticas, o documento sinaliza que o vazio deixado pelos EUA na liderança climática afeta a governança global do tema.

O texto afirma que a chamada “democracia climática” só será possível com participação popular efetiva, respeito aos territórios e defesa dos direitos humanos, especialmente em um contexto de desigualdades socioambientais que afetam de forma mais dura os povos da Amazônia.

Por fim, os partidos afirmam que o Brasil está preparado para liderar um “novo ciclo global” baseado em desenvolvimento sustentável, democracia e inclusão. Para eles, a COP 30 marca o início de uma nova etapa em que a Amazônia deixa de ser vista como fronteira de exploração e passa a ocupar o centro de um projeto nacional estratégico.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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