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Oposição consegue assinaturas para plebiscito sobre descriminalização do aborto  

Parlamentares de oposição, liderados pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), defendem a realização de um plebiscito sobre a descriminalização do aborto nas eleições de 2024

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Senadores de oposição ao governo conseguem assinaturas para proposta que prevê realização de um plebiscito sobre descriminalização do aborto
Senadores de oposição ao governo conseguem assinaturas para proposta que prevê realização de um plebiscito sobre descriminalização do aborto • Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), prepara uma contraofensiva ao Supremo Tribunal Federal sobre a descriminalização do aborto. Rogério Marinho conseguiu recolher mais do que o número mínimo, que é o de 27 assinaturas, para a proposta que prevê a realização de um plebiscito, no ano que vem, para que a população decida sobre a descriminalização do aborto no país. Para que o plebiscito seja realizado, é necessário a aprovação da proposta com maioria absoluta no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.

A manobra da oposição é uma resposta ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O senador Magno Malta (PL-ES) detalhou que a ideia é realizar o plebiscito nas eleições municipais de 2024. “Nós estamos lutando, junto ao presidente Rodrigo Pacheco, para que se faça um plebiscito porque a nação é majoritariamente cristã e contra o aborto”, ponderou o senador.

O julgamento no STF foi suspenso, depois que o ministro Luís Roberto Barroso, futuro presidente da Corte, pediu destaque. Com a decisão, o julgamento será retomado, posteriormente, em sessão presencial e não mais no plenário virtual, que é o formato em que os ministros apenas inserem os votos no sistema. A relatora do caso é a presidente do STF, ministra Rosa Weber, que votou pela descriminalização. A ministra irá se aposentar no dia 2 de outubro, quando completará 75 anos. O voto dela, no entanto, será preservado após a saída da Corte.

Atualmente, o aborto é autorizado no Brasil se houver risco de morte para a mulher por causa da gestação, se a gravidez for provocada por estupro ou se o feto for anencéfalo. Na ação, movida em 2017, o PSOL questiona ao STF a criminalização do aborto, e pede a liberação pra grávidas com até 12 semanas de gestação. O partido questiona dois artigos do Código Penal, de 1940. Ainda não há data para a retomada do julgamento no STF.

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.