Nikolas não descarta disputar a prefeitura de BH em 2028: 'Só Deus sabe'
O parlamentar, quando questionado sobre seu futuro político, declarou que não há caminhos definidos, mas não negou a possibilidade de concorrer a cargos no Executivo, incluindo a prefeitura da capital mineira

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) não descarta disputar a Prefeitura de Belo Horizonte nas próximas eleições.
O parlamentar mineiro, quando questionado sobre seu futuro político, em entrevista à CNN Brasil, nesta quarta-feira (7), declarou que não há caminhos definidos, mas não negou a possibilidade de concorrer a cargos no Executivo, incluindo a prefeitura ou até mesmo a Presidência da República. "A longo prazo, só Deus sabe. Eu só espero estar preparado para qualquer missão. Nikolas, Prefeitura de BH em 2028, você descarta? Não. Até porque eu quero servir no melhor lugar, o meu país", disse.
O Partido Liberal (PL) nunca venceu uma eleição municipal para o cargo de prefeito na capital mineira. Em 2024, a legenda chegou ao segundo turno com a candidatura do deputado estadual Bruno Engler, mas saiu derrotada por Fuad Noman, então prefeito da cidade, que tentava a reeleição.
No Brasil, para disputar o cargo de prefeito ou de vice-prefeito, é necessário ter, no mínimo, 21 anos até o dia da posse. Para ser governador ou vice-governador, é preciso ter ao menos 30 anos. Para exercer o cargo de presidente, a idade mínima é de 35 anos.
À CNN, Nikolas afirmou que "toparia" se candidatar à Presidência da República eventualmente, mas que, para tomar a decisão, precisaria estar "pronto".
Neste pleito, o PL elegeu 121 parlamentares para a Câmara Federal, sendo a maior bancada eleita pela legenda nos últimos 40 anos. O maior "puxador de votos" da eleição foi Nikolas Ferreira, que recebeu 3,1 milhões de votos, ajudando a eleger 21 parlamentares somente em Minas Gerais.
Para este mandato, o deputado afirma ter o desejo de ocupar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O colegiado é a porta de entrada de projetos de lei e propostas de emenda à Constituição (PECs) que chegam ao Legislativo. "Já fui presidente da Comissão de Educação e, com toda humildade, fiz um trabalho excepcional, e não deu nenhuma manchete negativa porque, no fim das contas, soube exercer meu papel. Tem hora que você precisa ser atacante, tem hora que é preciso ser zaga, e tem momentos que é preciso ser treinador. Tem que saber administrar outras ideias e partidos, foi o que eu fiz", disse.
Com a maior bancada da Câmara, o deputado afirma esperar conseguir movimentar pautas como a redução da maioridade penal e também a reforma tributária.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.




