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Moraes pede cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques após condenação pelo 8 de janeiro

Ex-diretor da PRF, condenado a 24 anos e seis meses de prisão pelo STF, também perde definitivamente o vínculo com o serviço público

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Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques foi preso pela PF nesta quarta-feira (8)
Moraes determina cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques após condenação por trama golpista • Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) a cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o governo Jair Bolsonaro. A medida cumpre a pena acessória imposta pela Primeira Turma da Corte, que condenou Vasques a 24 anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista.

Na decisão, Moraes determinou o "imediato cumprimento da sanção de perda do cargo público", por meio da cassação da aposentadoria no cargo de policial rodoviário federal. A perda do cargo já havia sido definida no julgamento realizado no fim de 2025, quando a Primeira Turma concluiu que Vasques integrou o núcleo responsável por utilizar a estrutura da PRF de forma irregular durante as eleições de 2022.

Segundo as investigações, Silvinei Vasques participou do esquema que teria utilizado a Polícia Rodoviária Federal para dificultar o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, principalmente na Região Nordeste. De acordo com a acusação, as principais condutas envolveram o direcionamento de blitzes e operações rodoviárias com desvio de finalidade, além do monitoramento ilegal de autoridades públicas. Esses fatos fundamentaram a condenação do ex-diretor pelos crimes relacionados à tentativa de ruptura da ordem democrática.

Fuga e recaptura

Após responder ao processo em liberdade mediante medidas cautelares, Silvinei rompeu a tornozeleira eletrônica durante o feriado de Natal e deixou o país.

Ele foi localizado e preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, quando tentava embarcar para El Salvador utilizando o passaporte de outra pessoa. Segundo as autoridades paraguaias, Vasques apresentou um bilhete afirmando que sofria de câncer na cabeça e não conseguia falar, numa tentativa de evitar interrogatório. A fraude biométrica foi confirmada, e ele acabou expulso do Paraguai e entregue à Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR). Atualmente, Silvinei Vasques cumpre pena na ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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