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Moraes dá prazo para PGR opinar sobre inclusão da Globo e Folha em inquérito que investiga Google sobre PL das Fake News

Procuradoria-Geral da República terá 15 dias para se manifestar sobre pedido feito por 19 deputados federais

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Alexandre de Moraes investiga campanha abusiva do Google contra PL das Fake News
Alexandre de Moraes investiga campanha abusiva do Google contra PL das Fake News • Divulgação/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, abriu prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um requerimento assinado por 19 deputados federais que pediram a inclusão da Globo e da Folha de S. Paulo em um inquérito que investiga o Google por campanha contra o PL das Fake News.

Em decisão publicada na última terça-feira (23), Moraes ainda pede a manifestação da PGR sobre a determinação de proibição de veiculação de textos, anúncios e informações sobre o Projeto de Lei 2.630 e a determinação de que representantes das empresas jornalísticas prestem depoimento à Polícia Federal.

No documento, Alexandre de Moraes diz que o requerimento se refere a um pedido apresentado por 19 deputados federais, que alegam que há "fortes indícios" de que a Globo e a Folha de S. Paulo "teriam, também, praticado abuso do poder econômico ao tentarem manipular a opinião pública e impactar o voto dos parlamentares com veiculação de textos que criam um cenário de terror para justificar a aprovação do Projeto de Lei nº 2.360/2020".

Investigação contra Google

O pedido dos deputados é uma reação a uma investigação aberta pelo ministro Alexandre de Moraes no dia 12 de maio. Na ocasião, Moraes abriu inquérito para investigar diretores do Google e Telegram por campanha de desinformação contra o PL das Fake News.

A investigação foi aberta pelo ministro a pedido da Procuradoria-Geral da República com base em manifestação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Neste inquérito, Moraes deu prazo para que a Polícia Federal ouça, em no máximo 60 dias, todos os representantes das empresas Google e Telegram Brasil "que tenham participado da campanha abusiva" contra o projeto de lei.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.