Ministro do Trabalho descarta compensações e defende fim da escala 6x1 em comissão da Câmara
Luiz Marinho afirma que redução da jornada melhora produtividade e condições de trabalho durante primeira reunião do colegiado

Na primeira reunião da comissão especial que analisa o fim da escala 6x1, realizada nesta quarta-feira (6) na Câmara dos Deputados, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou a posição do governo contrária à criação de compensações ao setor produtivo.
Durante a sessão, Marinho defendeu que a redução da jornada de trabalho não deve ser tratada como custo adicional para as empresas, mas como uma mudança capaz de gerar ganhos estruturais. Segundo ele, experiências anteriores indicam que jornadas menores contribuem para a queda do absenteísmo, além de reduzirem acidentes e doenças ocupacionais.
O ministro também apontou dificuldades enfrentadas por empregadores para preencher vagas em regimes mais extensos, como o 6x1. De acordo com ele, empresas que migraram para modelos como o 5x2 registraram melhora na atração de trabalhadores e maior estabilidade nas equipes.
A reunião é a primeira do colegiado responsável por analisar a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim desse modelo de jornada. O tema já chega ao debate com posições firmes dentro da Câmara. O relator da proposta, deputado Léo Prates, já indicou que tanto o fim da escala 6x1 quanto a manutenção dos salários devem ser tratados como pontos centrais nas discussões.
Com o avanço das discussões, a expectativa da presidência da Câmara é votar a proposta ainda neste mês.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.
