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Michelle compara prisão de Bolsonaro à de Collor e questiona acompanhamento médico

A ex-primeira-dama voltou a defender que o marido, Bolsonaro, precisa de atenção médica integral no quarto onde está preso na Superintendência da PF

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Ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).  • Reprodução | PL Mulher.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a criticar o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão. Em conversa com jornalistas nesta quarta-feira (7), ela comparou a situação do marido à do também ex-presidente Fernando Collor de Mello (sem partido). "Não menosprezando o quadro de saúde do ex-presidente Collor, mas ele foi liberado por ter apneia do sono. Meu marido tem outras comorbidades que dizem que ele precisa ter acompanhamento", disse à imprensa.

A família, a defesa e aliados de Bolsonaro têm insistido que a prisão domiciliar humanitária seria a melhor alternativa para o ex-presidente. O último pedido, no entanto, foi rejeitado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que argumentou que os advogados não apresentaram elementos suficientes para comprovar a necessidade da alteração.

No caso de Collor, o ex-presidente foi condenado pelo STF em maio de 2023 em um processo que teve origem na Operação Lava Jato. Ele chegou a ser preso em Maceió, mas, a pedido da defesa, teve a prisão domiciliar humanitária concedida sob a justificativa de problemas de saúde crônicos, como apneia do sono, doença de Parkinson e transtorno afetivo bipolar.

Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas urnas em 2022.

Ao falar da situação do marido, a ex-primeira-dama afirmou que Bolsonaro está "acostumado com a dor" desde 2018, quando foi esfaqueado em Juiz de Fora. Ela disse que as constantes internações e os problemas de saúde, aliados à prisão, deixam o ex-presidente "abalado". "Não tem como ficar bem na situação em que ele está, não tem como ficar bem tomando medicação por nove meses. Ele sente dores, ele convive com a dor", relatou.

O ex-presidente deixou o hospital após realizar os exames, escoltado por agentes da Polícia Federal.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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