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Messias defende Estado laico e diz que juiz não pode impor fé à Constituição; veja ao vivo

Indicado pelo presidente Lula para uma vaga no STF, Messias destacou que a neutralidade do Estado em matéria religiosa é essencial

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Jorge Messias cobra regulamentação das redes após morte da menina Sarah | CNN Brasil
Jorge Messias foi indicado por Lula para vaga no Supremo • Créditos: CNN Brasil

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29), durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que o Estado brasileiro deve preservar a laicidade e que magistrados não podem sobrepor convicções religiosas à Constituição.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, Messias destacou, em sua fala inicial, que a neutralidade do Estado em matéria religiosa é essencial para garantir a liberdade de crença.

“O Estado constitucional é laico. Uma laicidade clara, mas colaborativa, que fomenta o diálogo entre o Estado e todas as religiões, sem favorecimento ou discriminação”, afirmou.

O advogado-geral também ressaltou que a laicidade é um princípio presente desde a Constituição de 1891 e que essa tradição assegura o exercício da fé com tranquilidade no país. “Juiz que coloca suas convicções religiosas acima da Constituição não é juiz”, declarou.

Apesar de se identificar como cristão, Messias disse que sua fé não interfere na interpretação constitucional. Segundo ele, é possível interpretar a Constituição “com fé, e não pela fé”, respeitando os princípios legais.

O indicado também mencionou valores previstos na Constituição, como a promoção do bem de todos, a redução das desigualdades e a proteção de direitos fundamentais, afirmando que esses princípios dialogam com valores éticos universais.

A sabatina teve início pela manhã e deve se estender até a noite, com votação prevista no plenário do Senado. Messias foi indicado para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Pela Constituição, a nomeação de ministros do STF depende da aprovação dos senadores após essa etapa.

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Marcello Pereira é jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), com atuação voltada para jornalismo digital, estratégia de redes sociais e produção de conteúdo multiplataforma. Ao longo da carreira, também trabalhou com assessoria de imprensa e comunicação institucional.Atualmente, é editor de redes sociais na Itatiaia, onde atua no planejamento de estratégias digitais, gestão de conteúdo para Instagram, TikTok e outras plataformas, além de contribuir para a coordenação da equipe, distribuição de pautas e análise de métricas e performance de audiência.Com olhar atento às transformações da comunicação, Marcello é entusiasta de tecnologia, inovação digital, análise de dados e tendências em redes sociais, áreas que orientam seu trabalho no desenvolvimento de conteúdo jornalístico para plataformas digitais.