Mercosul: Brasil não cita Venezuela e Argentina afirma que retorno “só se cumprir as regras”
Governo Lula defende retorno da Venezuela ao bloco, mas não citou oficialmente o tema durante abertura da cúpula

O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não citou a Venezuela durante a abertura da 62ª Reunião da Cúpula do Mercosul, embora o Brasil defenda o retorno dos venezuelanos ao bloco.
Não é só sentar à mesa
Em entrevista coletiva, a embaixadora Cecília Todesca Bocco, secretária de relações econômicas e internacionais, questionada pela Itatiaia sobre a posição da Argentina sobre o retorno da Venezuela ao grupo, disse que para isso os venezuelanos precisam cumprir as regras.
"Nós acreditamos que o Mercosul é acordo de paz e e diálogo e sempre estará aberto a todos os países da região e podermos falar com eles e convidá-los a participar, mas para participar do Mercosul é preciso internalizar as normas do Mercosul. Não é só sentar à mesa, é o que quero dizer. Para fazer parte do Mercosul tem que poder cumprir todas as normas do Mercosul. Assim, a Argentina está de portas abertas", disparou a diplomata.
Suspensão
A Venezuela está suspensa do Mercosul desde 2016 por não cumprir regras de permanência como adoção de tarifa externa comum e respeito à instituições democráticas e aos direitos humanos e liberdades fundamentais.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
