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Mercosul: Brasil não cita Venezuela e Argentina afirma que retorno “só se cumprir as regras”

Governo Lula defende retorno da Venezuela ao bloco, mas não citou oficialmente o tema durante abertura da cúpula

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Presidente da Venezuela Nicolas Maduro e Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da Venezuela Nicolas Maduro e Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva • Ricardo Stuckert

O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não citou a Venezuela durante a abertura da 62ª Reunião da Cúpula do Mercosul, embora o Brasil defenda o retorno dos venezuelanos ao bloco.

Não é só sentar à mesa

Em entrevista coletiva, a embaixadora Cecília Todesca Bocco, secretária de relações econômicas e internacionais, questionada pela Itatiaia sobre a posição da Argentina sobre o retorno da Venezuela ao grupo, disse que para isso os venezuelanos precisam cumprir as regras.

"Nós acreditamos que o Mercosul é acordo de paz e e diálogo e sempre estará aberto a todos os países da região e podermos falar com eles e convidá-los a participar, mas para participar do Mercosul é preciso internalizar as normas do Mercosul. Não é só sentar à mesa, é o que quero dizer. Para fazer parte do Mercosul tem que poder cumprir todas as normas do Mercosul. Assim, a Argentina está de portas abertas", disparou a diplomata.

Suspensão

A Venezuela está suspensa do Mercosul desde 2016 por não cumprir regras de permanência como adoção de tarifa externa comum e respeito à instituições democráticas e aos direitos humanos e liberdades fundamentais.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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