Mercosul: “Acordo fechado em 2019 reflete esforço desigual”, afirma chanceler argentino sobre negociação com União Europeia
Santiago Cafiero defendeu que sejam feitos ajustes até que o acordo entre Mercosul e União Europeia fique “bom para ambos”

O chanceler argentino, Santiago Cafiero, subiu o tom em relação a negociação do acordo entre Mercosul e União Europeia e disse "o acordo deve ser bom para ambos" e não apenas para uma das partes. Apesar das dificuldades, segundo o ministro argentino das relações exteriores, o acordo com a União Europeia é uma necessidade.
"É uma oportunidade concreta de reconfiguração dos mapas de produtivos de geração de novas tecnologias para as transformações que estamos vendo nas cadeiras de valor. O acordo pode ser, em nossa opinião, um veículo para o Mercosul potencializar sua participação e reacomodação do mapa da produção e do trabalho", afirmou Cafieiro.
Ainda segundo ele, o acordo pode funcionar como um marco para mudanças nos setores de energia, mineral, de serviços e de saúde.
No entanto, para funcionar é necessário fazer ajustes. "Para que o acordo tenha bons resultados para ambas as partes é necessário trabalhar e atualizar os textos de 2019. "O acordo entre Mercosul e União Europeia, tal como foi fechado em 2019, reflete um esforço desigual entre blocos assimétricos e não responde às necessidades", avaliou. O chanceler argentino citou assimetrias entre os blocos como o PIB da União Europeia seis vezes maior que o do Mercosul e o fato de 25 dos 27 países do grupo europeu tem PIB maior do que qual qualquer um dos membros do bloco sul-americano.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
