Marçal promete devolver medalha de 'incomível, imbrochável e imorrível' que recebeu de Bolsonaro
O candidato derrotado em São Paulo afirmou que irá entregar a medalha ao ex-presidente em um dos debates presidenciais de 2026

O candidato derrotado em São Paulo, Pablo Marçal (PRTB) prometeu devolver a medalha que recebeu de Jair Bolsonaro (PL) com os "3 is": incomível, imbroxável e imorrível, em julho deste ano, antes das eleições municipais. A declaração veio após o ex-presidente dizer na última quarta-feira (30) que se arrependeu de presentear o coach com a "honraria" e de que a decisão foi um "erro".
“Fala para ele pegar comigo essa medalha. Eu entrego para ele [...] Já que ele diz que foi um erro, diz a ele que vou devolver no debate de 2026. Vou devolver a medalha que ele me deu e entregar outra para ele”.
Ato de 7 de setembro
No 7 de setembro, líderes da direita de todos os estados se concentraram nos quarteirões que rodeiam a avenida Paulista, em São Paulo, pedindo, principalmente, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Morais. O então candidato Pablo Marçal compareceu, mas longe de onde discursava o ex-presidente. Nas redes sociais, a presença de Marçal foi criticada por Nunes, que disse que o adversário foi à manifestação apenas "postar uma selfie", e por Bolsonaro, que afirmou o coach tentou "fazer palanque às custas dos outros".
Investida contra Marçal
Nas redes sociais, Bolsonaro divulgou um vídeo antigo do coach em que ele critica a igreja. Na legenda, o ex-presidente escreveu: "o que houve?". Nas imagens, Marçal afirmava que as instituições religiosas geram uma morte espiritual nas pessoas. “Ortodoxa, romana, anglicana, o escambau. A igreja evangélica não mata as pessoas com morte física. Mata elas com morte espiritual”.
Em resposta, o candidato rebateu dizendo que ele estaria "desesperado" e que o Ricardo Nunes "escondia" Bolsonaro em agendas na periferia de São Paulo.
Apoio no segundo turno
Depois de não avançar para o segundo turno, Marçal não declarou apoio nem em Ricardo Nunes e nem Guilherme Boulos (PSOL). Ele disse que só iria considerar apoiar o candidato do MDB se houvesse um pedido de desculpas do clã Bolsonaro, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do pastor Silas Malafaia, o que acabou não acontecendo.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



