Magno Malta diz que direita manterá impeachment de Moraes como prioridade em 2027
Senador afirmou que eventuais sinais de aproximação de Alexandre de Moraes com o bolsonarismo não mudarão a estratégia da direita, que promete priorizar o impeachment do ministro em 2027

O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou nesta quarta-feira (7) que eventuais sinais de aproximação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o bolsonarismo não vão retirar o impeachment do magistrado da lista de prioridades da direita para 2027.
A declaração foi dada a jornalistas após um encontro do deputado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com parlamentares do partido. Malta criticou uma possível mudança de postura de Moraes e afirmou que a direita não pretende recuar da estratégia contra o ministro. “A gente sabe quem ele é. Não adianta se pintar de verde e amarelo agora e tentar botar um rosário na mão e uma Bíblia na outra mão. Nós o conhecemos”, declarou.
A fala ocorre após Moraes autorizar a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”. Ela foi condenada pelo STF por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Malta promete atuação mais dura
Conhecido pelo discurso combativo, Malta afirmou que a oposição pretende atuar de forma mais dura no Congresso a partir de 2027. Ele comparou os parlamentares da direita a “pitbulls” e disse que o grupo terá força para pressionar por mudanças na relação entre os Poderes. “O Senado hoje tem pitbull à vontade, sem vacina, e que vai cumprir o papel. Fizeram campanha assim. A Câmara dos Deputados também”, afirmou.
Segundo o senador, a direita terá maioria no Congresso para buscar, na avaliação dele, um “reequilíbrio dos Poderes”. “Hoje nós temos uma maioria absoluta para poder fazer o reequilíbrio dos Poderes no Brasil e trazer a democracia de volta”, disse.
Anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro
Malta também afirmou que o PL pretende priorizar medidas relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O senador disse que o partido não pretende esquecer os processos e descartou a possibilidade de um acordo político para encerrar o tema. “Nós não esquecemos, nós do Senado. Não tem acordão, tem impeachment mesmo”, declarou.
Na sequência, Malta afirmou que a intenção da direita não seria apenas aprovar uma anistia, mas buscar a anulação dos processos relacionados aos atos. “E também não queremos fazer anistia, queremos anular todo esse processo. E temos maioria para isso. Vamos fazer”, afirmou.
Acompanhe as últimas notícias produzidas pelo Estadão Conteúdo, publicadas na Itatiaia.


