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Lula: ‘Quero que Bolsonaro tenha a presunção de inocência que eu não tive’

À Itatiaia, presidente da República falou sobre operação da PF que mira aliados do ex-chefe do Executivo federal

Por e 
O texto aponta que o ex-gerente de comunicação da Petrobras Geovane de Morais teria adotado um esquema de desvios de recursos da estatal com anuência do ex-presidente
O presidente Lula em entrevista à Itatiaia • Lula não vai comentar reportagem da Veja ( Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (8), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenha “presunção de inocência” a respeito das investigações sobre os financiadores e incentivadores dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A declaração, em entrevista exclusiva à Itatiaia, foi dada horas após a Polícia Federal (PF) deflagrar operação que mira aliados de Bolsonaro. Os alvos da corporação são suspeitos de atuar em uma tentativa de golpe de Estado.

“Obviamente, tem muita gente envolvida e que vai ser investigada. O dado concreto é que houve uma tentativa de golpe, uma política de desrespeito à democracia e uma tentativa de destruir uma coisa que construímos há tantos anos: o processo democrático. Essa gente tem de ser investigada”, falou.

Valdemar entre os alvos

Entre os alvos da operação estão Valdemar Costa Neto, presidente do PL, o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro,

“Queremos saber quem financiou, quem pagou e financiou aqueles acampamentos. Para que a gente nunca mais permita que aconteça o ato que aconteceu no dia 8 de janeiro. As pessoas precisam aprender: eleição democrática a gente perde e a gente ganha. Quando a gente perde, a gente lamenta. Quando a gente ganha, toma posse e governa o país”, pregou Lula.

Ainda segundo o presidente, os atos antidemocráticos de 8 de janeiro não teriam acontecido sem Bolsonaro.

“Ele passou o tempo inteiro mentindo sobre as eleições, sobre as urnas, criando suspeição de uma urna responsável sobre a eleição dele em 2018. Ele fala da urna e que a eleição não foi legal, mas deveria, então, pedir para que todos os deputados e senadores renunciam, pois todo mundo foi eleito no mesmo processo eleitoral, com a mesma urna”, criticou.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.