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'Lula não colocou um advogado como ministro, nem ministro como advogado', diz líder do governo sobre Zanin

Jaques Wagner comemorou aprovação do nome de advogado, que passou por sabatina de 8 horas na CCJ do Senado

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Jaques Wagner comentou sobre aprovação do nome de Cristiano Zanin na CCJ do Senado
Jaques Wagner (PT) está otimista com a aprovação de Messias no Senado • Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado Federal, comemorou a aprovação do nome do advogado Cristiano Zanin para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Após horas de sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou a indicação de Zanin por 21 votos contra cinco. O nome dele passará, agora, por votação do plenário do Senado.

"Eu tenho certeza de afirmar aqui, pela relação que tenho com o presidente Lula, de 45 anos, que ele sabe que perdeu um advogado mas que ele sabe que não ganhou um ministro. Ele sabe qual é o papel do ministro do Supremo", afirmou o petista.

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"E tenho certeza que, nas conversas privadas dele com o doutor Zanin, o que ele pediu é só: faça cada vez mais melhorar a atuação do Supremo Tribunal Federal. Ele não quer um advogado como ministro, nem um ministro como advogado. Ele óbvio, o colocou, pelo trabalho que desenvolveu e pela confiança não só pessoal, mas nos conceitos que ele tem pela democracia", completou.

Cristiano Zanin assumiu a defesa de Lula em 2013, por meio do escritório de advocacia que mantém com sua esposa, Valeska Zanin Martins. Ele foi o responsável por enviar, ao STF, o habeas corpus que resultou na anulação das condenações impostas a Lula.

Isso aconteceu após a Corte apontar parcialidade do ex-juiz Sergio Moro, hoje senador pelo Podemos do Paraná, na condução dos processos da Lava-Jato.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.