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Lula diz que conversará com Maduro sobre situação de imigrantes e fluxo na fronteira

Presidente declarou que governo vai 'acolher todos que quiserem vir de qualquer lugar para o Brasil', mas que é importante que as pessoas possam voltar à Venezuela conforme o país volte à normalidade

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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniu com Lula no Palácio do Planalto, em maio deste ano
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniu com Lula no Palácio do Planalto, em maio deste ano • Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (3), que manterá discussões com o presidente da Venezuela Nicolás Maduro e seu governo para tratar de questões como o fluxo de imigrantes venezuelanos na fronteira com Roraima e o cuidado com o povo indígena Yanomami que vive na região.

Ao ser questionado sobre descontrole de imigração na fronteira, durante entrevista a rádios da região amazônica, Lula disse que tem "total interesse em fazer com que Roraima volte à normalidade, inclusive com menos venezuelanos vindo para o Brasil".

"Nós estamos normalizando a nossa relação com a Venezuela. Já foi acertado com o presidente Maduro. Nós vamos voltar a conversar com ele. É preciso fazer um acerto de uma dívida que a Venezuela tem com o Brasil e nós estamos acertando isso. Queremos discutir inclusive a imigração", afirmou.

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O presidente declarou que o país vai acolher "todos que quiserem vir de qualquer lugar para o Brasil", mas que é importante que as pessoas possam voltar à Venezuela conforme o país volte à "normalidade".

Ele também disse que há conversas com o governo venezuelano para normalizar a situação de caminhões parados na fronteira sem poder adentrar o território venezuelano: "Nós também precisamos garantir o comércio e a relação."

"Vamos ter uma política intensa na Amazônia, e em Roraima também. Vamos discutir com o Maduro a questão da Venezuela, das nossas fronteiras em Roraima, para que a gente possa cuidar da nossa floresta conjuntamente", disse Lula em outro momento, ao ser questionado sobre o tratamento dado a imigrantes e indígenas no estado fronteiriço.

Lula também disse que um dos focos a serem tratados é o "problema sério que é cuidar dos Yanomami": "Aquele povo quase foi destroçado pela antipolítica indigenista que o Brasil tinha e a gente quer tratar os indígenas da forma mais civilizada e carinhosa possível", apontou o presidente.

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