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Justificativas de eleitores no exterior passam de 124 mil nas primeiras horas de votação

Eleitores que estão fora do domicílio eleitoral podem justificar a ausência pelo e-Título ou diretamente na seção eleitoral instalada no exterior

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Saiba se é permitido levar criança para locais de votação | CNN Brasil
Idosa passou mal e morreu dentro da sessão • Créditos: CNN Brasil

As eleições para os brasileiros que vivem no exterior começaram neste domingo (4) com mais de 124 mil justificativas eleitorais registradas pelo aplicativo e-Título, segundo dados divulgados às 7h pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A votação no exterior teve início pelas cidades de Wellington e Auckland, na Nova Zelândia, onde as seções abriram às 8h no horário local. Como o país está 16 horas à frente de Brasília, é de lá que tradicionalmente começa a eleição brasileira. Ao longo do dia, as urnas são abertas gradualmente em cada país, respeitando o horário local, até o encerramento da votação no Canadá. Entre a primeira seção aberta e a última fechada, o processo dura cerca de 29 horas.

Os brasileiros que vivem no exterior e transferiram o título para a Zona Eleitoral do Exterior (ZZ) podem votar apenas para presidente e vice-presidente da República. A administração do eleitorado no exterior é feita pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), com apoio do Ministério das Relações Exteriores.

Além de votar, quem estiver fora do Brasil também pode justificar a ausência diretamente na seção eleitoral, utilizando a própria urna eletrônica. Não existe uma mesa específica para esse procedimento.

Atualmente, 918.876 brasileiros estão aptos a votar no exterior, o equivalente a cerca de 0,58% dos 158,7 milhões de eleitores do país. O número representa um crescimento de quase 32% em relação às eleições de 2022, quando havia aproximadamente 697 mil eleitores registrados fora do Brasil. Em 2014, esse contingente era de cerca de 354 mil. As mulheres representam 57% desse eleitorado.

As regras de obrigatoriedade do voto são as mesmas aplicadas no Brasil. O voto é obrigatório para eleitores alfabetizados entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e analfabetos. As justificativas continuam sendo recebidas ao longo da votação para os eleitores que estiverem fora de seu domicílio eleitoral.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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