Janja defende Gleisi após ofensas de bolsonarista e cobra 'medida firmes'
A primeira-dama pediu que o presidente da Câmara, Hugo Motta, ajude a frear o que classificou como um 'ciclo de misoginia' na Casa

A primeira-dama Janja defendeu nesta sexta-feira (2) a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ofendida pelo deputado bolsonarista Gilvan da Federal (PL-ES) nesta semana durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara.
“Infelizmente, esse episódio não é um caso isolado. Ele escancara, mais uma vez, o modus operandi cruel de silenciamento e humilhação que recai sobre mulheres que ocupam espaços de poder e decisão”, escreveu a socióloga em uma publicação nas redes sociais.
Janja também cobrou “medidas firmes” do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para frear o que classificou como um “ciclo de misoginia” na Casa.
“Nós, mulheres, contamos com o comprometimento do presidente Hugo Motta para que esse ciclo de misoginia seja freado na Câmara dos Deputados. Precisamos que medidas firmes sejam tomadas para coibir esses atos de violência, visando um ambiente institucional com mais respeito e equidade”, concluiu.
Na última terça-feira (29), Gilvan mencionou que uma lista apreendida na operação Lava Jato com apelidos de políticos para controlar supostos repasses ilegais indicavam os termos “Amante” e “Lindinho”, que supostamente se referiam a Gleisi e o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, respectivamente.
“Na época em que esse ex-presidiário (o presidente Lula) foi preso, eu estava na Polícia Federal, e chovia ataques à PF pelo pessoal do PT. Por exemplo, da (então) senadora Gleisi Hoffmann. Hoje, elogiam a PF porque temos um diretor-geral petista. Na Odebrecht, existia uma planilha de pagamento de propina a políticos. Eu citei aqui o nome Lindinho e Amante, que devia ser uma prostituta do caramba. Teve até deputado que se revoltou. Ou seja, a carapuça serviu", disse o deputado.
Conteúdos produzidos pela redação de Brasília da Rádio Itatiaia



