Izalci cobra explicações do BRB sobre ativos do Banco Master e exige auditoria
Senador pede acesso a documento sigiloso que aponta suspeita de fraude em operação bilionária

O senador Izalci Lucas (PL DF) cobrou explicações do Banco de Brasília (BRB) sobre uma operação bilionária envolvendo ativos adquiridos do Banco Master e exigiu acesso integral a um relatório sigiloso de auditoria forense que aponta suspeitas de fraude na gestão desses ativos. O pedido foi formalizado em ofício enviado no dia 5 de fevereiro de 2026 ao presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza.
No documento, o parlamentar solicita esclarecimentos urgentes sobre a venda de uma carteira de ativos que o banco público teria colocado no mercado financeiro, atualmente avaliada em cerca de R$ 21,9 bilhões. Segundo informações citadas no ofício, o BRB estaria negociando essa carteira na região da Faria Lima, em São Paulo. O senador destaca que os mesmos ativos teriam sido avaliados anteriormente em R$ 12 bilhões e estavam sob suspeita de fraude, o que levanta questionamentos sobre a forte valorização.
Caso a operação seja concluída pelo valor estimado, o banco poderia obter um lucro superior a 82%, cenário que, para Izalci, exige explicações detalhadas sobre os critérios adotados para a reavaliação dos ativos.
Questionamentos ao BRB
No documento, o senador apresenta uma série de perguntas diretas ao comando do banco. Ele quer saber quais ativos estão sendo colocados à venda, se além da carteira adquirida do Banco Master existem ativos próprios do BRB incluídos ou que possam ser incluídos na negociação, e qual é o valor total da carteira comprada, com detalhamento por categorias.
O senador argumenta que, por se tratar de um banco público, controlado pelo governo do Distrito Federal, e diante de um possível impacto de até R$ 5 bilhões em perdas, a transparência é uma obrigação institucional e o Congresso Nacional precisa ter acesso integral aos apontamentos.
No trecho final do ofício, Izalci Lucas pede que as respostas e documentos sejam encaminhados com a máxima brevidade e alerta que, caso o BRB não se manifeste, poderá acionar instrumentos de fiscalização mais rigorosos no âmbito do Senado Federal.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



