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Itamaraty lamenta agressão a jornalistas após saída de Maduro e sindicato pede investigação

Episódio ocorreu quando presidente venezuelano deixava Palácio do Itamaraty; ele participou de reunião com Lula e outros líderes de países sul-americanos

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Confusão no Palácio do Itamaraty
Confusão no Palácio do Itamaraty • Rádio Itatiaia

O Ministério das Relações Exteriores lamentou a agressão de seguranças à jornalistas no Palácio do Itamaraty na noite desta terça-feira (30). As agressões ocorreram na saída do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, da reunião de presidentes da América do Sul.

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Ele parou para dar entrevista, mas seguranças do líder venezuelano tentaram conter a imprensa, momento em que as agressões ocorreram. Um agente do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República do Brasil deu um soco no peito da jornalista da Rede Globo, Délis Ortiz, de acordo com o portal G1.

"O Ministério das Relações Exteriores lamenta o incidente no qual houve agressão a profissionais de imprensa, ao final da Reunião de Presidentes da América do Sul. Providências serão tomadas para apurar responsabilidades", disse o Itamaraty em nota divulgada à imprensa.


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'Falta de estrutura'

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) pediu que o Itamaraty e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) investiguem "eventuais abusos cometidos contra os profissionais da imprensa".

O sindicato disse que é fundamental que haja melhor planejamento para eventos como o que ocorreram no Palácio do Itamaraty. "Não havia estrutura adequada para o trabalho dos profissionais na área do saguão, como a disponibilização de um púlpito e uma prévia organização das posições", afirmou o SJPDF.

"Com isso, houve tumulto, que se agravou durante a passagem do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que foi cercado por jornalistas e cinegrafistas quando parou para conceder uma entrevista. Na confusão, jornalistas foram agredidos por integrantes das equipes de segurança, que agiram com truculência", acrescentou o sindicato.

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.