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Israel não rompeu relações com o Brasil por causa de 'amor' dos judeus por evangélicos, diz ministro do STF

Na Marcha para Jesus, André Mendonça disse que israelenses nutrem, também, ‘amor’ pelo Brasil

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O ministro André Mendonça, do STF
O ministro André Mendonça, do STF • Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ter ouvido, de autoridades de Israel, o motivo para o país não romper as relações diplomáticas com o Brasil. Segundo ele, "o amor do povo judeu pelo Brasil e, em especial, pelo povo evangélico foi essencial para impedir o rompimento, que aconteceria a reboque das críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por causa dos ataques feitos na Faixa de Gaza desde os atentados perpetrados pelo grupo terrorista Hamas.

A revelação de Mendonça foi feita na noite dessa quinta-feira (30), durante a Marcha Para Jesus, em São Paulo (SP).

"Eu ouvi de autoridades de Israel que as relações diplomáticas só não foram encerradas por conta do amor do povo judeu pelo povo brasileiro. Hoje, as relações permanecem por conta do povo de Deus do Brasil e, de modo especial, pelo povo evangélico. Em segundo lugar, quero dizer a você que o nosso Brasil depende da oração do povo evangélico", afirmou.

Sem substituto para embaixador

Na quarta-feira (29), o Palácio do Planalto oficializou a decisão de não enviar um substituto para assumir a Embaixada do Brasil em Israel. O antigo ocupante do cargo, Frederico Meyer, foi definitivamente removido do posto. A partir de agora a embaixada em Tel-Aviv passará a ser chefiada, por tempo indeterminado, pelo encarregado de negócios Fábio Farias.

A crise entre Brasil e Israel ocorreu em fevereiro deste ano, quando Lula comparou o conflito atual com o que o ditador austríaco Adolf Hitler fez na 2ª Guerra Mundial ao matar milhares de judeus, o Holocausto.

Em resposta à fala de Lula, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na época que "comparar Israel ao Holocausto nazista e Hitler é cruzar uma linha vermelha". "As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e sérias. São sobre banalizar o Holocausto e tentar ferir o povo judeu e o direito Israelense de se defender".

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