Lula afirma que Brasil foi o país menos afetado na alta de combustíveis pela crise do petróleo
Presidente atribui estabilidade dos preços à política energética e diz que proposta do 6X1 é qualidade de vida ao trabalhador, reforçando que luta pela escala 5x2

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (19), na Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, que o Brasil foi um dos países menos afetados pela alta recente no preço do petróleo e atribuiu o cenário à política energética adotada pelo governo, com foco em biocombustíveis e diversificação da matriz.
Segundo Lula, a combinação entre produção interna e energia renovável garantiu maior estabilidade diante das oscilações provocadas por conflitos internacionais: “O Brasil é um dos países menos afetados pela crise do petróleo. Nós não estamos sofrendo o aumento do preço como muitos países estão sofrendo, porque o governo tomou medidas e o Brasil só importa cerca de 30% do petróleo que consome”, declarou.
O presidente destacou ainda o papel histórico do país na produção de energia limpa: “O Brasil foi pioneiro na implementação de um programa nacional de biocombustíveis. Hoje, 75% da nossa frota é composta por veículos flex e já adotamos mistura de 30% de etanol na gasolina”, afirmou.
Energia e transição climática
Lula também defendeu a ampliação do uso de combustíveis limpos e reforçou o compromisso ambiental do país: “Temos uma matriz elétrica majoritariamente limpa e potencial para produzir o hidrogênio verde mais barato do mundo”, disse.
Mesmo sendo produtor de petróleo, o presidente afirmou que o Brasil precisa avançar na transição energética: “Quem está falando isso é o presidente de um país que produz petróleo. Mas é urgente encontrar uma saída para substituir combustíveis fósseis, se quisermos preservar o planeta”, declarou.
Jornada de trabalho entra no debate
No mesmo discurso, Lula voltou a defender a revisão da jornada de trabalho no Brasil, com a ampliação do período de descanso semanal, de 6x1 para 5x2, tema que ainda está em discussão no Congresso Nacional.
Segundo o presidente, a proposta busca alinhar o trabalho aos ganhos de produtividade e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores: “Queremos discutir uma jornada de trabalho que permita ao trabalhador ter dois dias de descanso por semana e usufruir dos ganhos de produtividade alcançados pela indústria”, afirmou.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.
